Diário de Bordo

Internacional

Expedição Velho Continente


03/02/2012 23h02

Nossa aventura começou a ser planejada há dois anos atrás. Com sonhos de viajar pela Europa, eu (Gomide) e minha esposa (Lena), unindo a experiência de pilotar por belas estradas e conhecer a um pouco da história, resolvemos montar roteiro.

Somos do Moto Clube Eu, Gata e Cão Fiel de Macaé – RJ(www.eugataecaofiel.com.br) e já temos certa experiência em viagens de motocicleta (Relatos em Historia do Moto clube) .

Nosso intuito era em 20 dias aproximadamente fazer roteiro pelos países de língua latina. Busquei dados para montar o roteiro, porém as dificuldades encontradas me fizeram buscar ajuda. Existem algumas empresas com expertise no assunto, porém com roteiros pré-estabelecidos. Pela internet, descobri a TUPINIQUIM EXPEDIÇÕES, com sede em São Paulo, e iniciamos conversas a respeito com seu proprietário, Renato Souza. Ajustamos roteiros de forma a conciliar o prazer da viagem de moto e conhecer um pouco destes países.

Nosso roteiro final ficou da seguinte forma: Vôo para Barcelona, com dois dias lá, novo vôo para a Itália, onde em Roma, alugamos os veículos, partindo para a Costa Amalfitana, Napoli, Pompéia, Áquila, Veneza, Florença e retornando novamente a Roma. Novo vôo para Madri, aluguel de novos veículos, roteiro passando por Madrid, Salamanca, Ávila, Cidade do Porto, Lisboa, Cáceres e novamente Madrid, totalizando de 21 dias de viagem com 13 dias de pilotagem.

Após convidarmos alguns amigos, conseguimos a confirmação para 12 motos e 2 carros na Itália, e 7 motos e um carro para Espanha e Portugal.

Espanha, Barcelona

Em Barcelona, ficamos hospedados em La Boqueria, nas Ramblas. Rambla em Catalão designa uma via aberta num local ocupado anteriormente por um canal, e é o nome da avenida principal de quase todas as cidades Catalãs.

Banhos tomados e apesar do longo vôo até Madri mais a conexão até Barcelona, partimos conforme combinado para a loja MOTOCARD (www.motocard.com), onde antecipadamente tínhamos feito levantamento de preços de acessórios para viagem. Com preços bem mais em conta que no Brasil, todos compraram capacetes, roupas, botas, luvas entre outros.

Retornamos e buscamos o mercado Sant Josep, mais conhecido por La Boqueria, bem próximo ao nosso hotel. Em seus fundos existe um barzinho muito recomendado. Porém, pela hora avançada este já encontrava-se fechado. Perto dali, entramos em um restaurante típico onde fizemos nossa primeira refeição. Comemos uma belíssima Paella (comida típica espanhola contendo arroz com açafrão, frutos do mar e pedaços de frango e porco). Em Barcelona na forma de Paella Mista (completa) ou Marinara (sem adição de frango e porco). Um detalhe no atendimento e que diferente do Brasil onde os garçons atendem a diversas pessoas ao mesmo tempo, aqui somente uma pessoa a cada vez. Outro detalhe é o mau humor da classe na Espanha assim como na Itália.

Manha seguinte, passeio pela cidade. Em todas as capitais e grandes cidades que visitamos, são feitos pacotes por empresas que incluem ônibus com a parte de cima aberta, com roteiro passando pelas principais atrações das cidades, com descontos em lojas, restaurantes, trens turísticos, museus e muito mais.

Pela manhã, acordamos cedo e enquanto esperávamos pelos outros, demos passeio pelo Mercado Sant Josep onde ficamos encantados com a variedade de produtos e pela decoração de suas gôndolas. Logo após, reunimo-nos ao grupo e partimos para a Sagrada Família.

Templo Expiatório da Sagrada Família igreja é um monumento começou em a ser construído em 19 mar 1882 a partir do projeto do arquiteto diocesano Francisco de Paula del Villar. No final de 1883, ele encomendou a continuação das obras de Gaudí, uma tarefa que não parou até sua morte em 1926. Desde então, vários arquitetos têm continuado a trabalhar seguindo a idéia original de Gaudí. O edifício está localizado no centro de Barcelona, e ao longo dos anos tornou-se um dos símbolos mais universais de identidade da cidade e do país. Todos os anos é visitada por milhões de pessoas.

Em seguida, fomos em direção ao Park Guell. O Parque Güell (em catalão Parc Güell), é um grande jardim com elementos arquitetônicos que se situa na parte superior de Barcelona (Espanha). Foi desenhado pelo arquiteto Antoni Gaudí, por encomenda do empresário Eusebi Güell. Construído entre 1900 e1914, foi inaugurado como parque público em 1922. Em 1984 a UNESCO incluiu o Parque Güell dentro do Lugar Patrimônio da Humanidade.

Ali, após longa subida, aproveitamos para tomar uma bela “cerveza”, servida em poções de ½ litro, com o calor que fazia, estava simplesmente maravilhosa.

Partimos em seguida e os grupos se separavam ali. Alguns “seguimos” em direção ao Camp Nou (Estádio do Barcelona). Outros seguiram para a Barceloneta e outros direto para o Montjuic. O Camp Nou passou por algumas reformas, em 1981 foi ampliado para 150 mil lugares para a Copa do Mundo de 1982, disputada na Espanha. Em 1998, visando obedecer às normas da UEFA, substituiu as áreas onde torcedores ficavam de pé por assentos, diminuindo sua capacidade para aproximadamente 100.000 lugares e é o maior estádio de clubes do mundo. No estádio estão localizados a sede social e administrativa do FC Barcelona e o museu do clube.

Lá, visitamos suas instalações externas e a loja do clube. Ficamos admirados principalmente pelo uso multimídia em seu museu. Telas onde se viam grandes jogadas e gols de seus ídolos (entre eles Romário, Rivaldo, Ronaldo), fones de ouvindo caindo pelas paredes onde se narravam gols antológicos e pequenos retratos de torcedores com projeção desses torcedores, cantando em uníssono musicas de apoio ao clube, fora os milhares taças conquistadas. Lá nas arquibancadas, diversos brasileiros. Mais adiante, passando pelos corredores do museu outro brasileiro comentou “olha a camisa” e até que ao chegar em área de recepção, um espanhol já gritou de lá, “camisa do Fluminense”.

Saímos do Estádio mais de 5 horas da tarde em direção ao Montjuic. É um monte que circunda Barcelona. Hoje, é um ponto turístico dos mais visitados, inclusive por ter, entre os locais obrigatórios, o museu da Fundació Joan Miró, onde se pode ver muito da obra desse artista catalão e também de Matisse, Tàpies e Calder.

Pegamos vôo de Barcelona a Roma e chegamos no meio da tarde. No hotel, recebemos indicação de uma Cantina tradicional italiana. Jantamos frutos do mar, risotos, filletos e após muitas garrafas de vinho e copos de cerveja, saímos caminhando em direção ao Coliseo. No caminho, passamos pelo DOMUS AUREA (em latim, Casa Dourada) um grande palácio romano, desenhado para tirar partido das paisagens artificialmente criadas no coração da Roma Antiga pelo Imperador Romano Nero, depois do Grande Incêndio que devastou Roma em 64 d.C. ter varrido as habitações aristocráticas das encostas do Monte Esquilino). Mais alguns metros e finalmente chegamos a ele.

O maior e mais famoso símbolo do Império Romano, teve sua construção iniciada em 72 d.C, por ordem do Imperador Flavio Vespasiano, que decidiu erguê-lo no local de um antigo palácio de Nero, seu antecessor. Sua conclusão já no governo de Tito (seu filho), que o batizou de “Anfiteatro Flaviano”. Os primeiros combates duraram cerca de 100 dias e se estima que, só nesse período, centenas de gladiadores e cerca de 5 mil animais ferozes tombaram mortos em sua arena de 85 por 53 metros. Suas arquibancadas, construídas a partir de 3 metros do solo, acomodavam mais de 50 mil pessoas. Um camarote próximo à arena era destinado ao imperador de Roma que era reverenciado pelos gladiadores com a saudação: “Salve, César! Aqueles que vão morrer te saúdam”. Localizado no centro de Roma, é o principal sítio arqueológico da cidade e mais de 3 milhões de visitantes circulam nele anualmente.

Retornamos ao Hotel e batemos papo até as 4:30h da manhã, com cervejas e Cão Fiel (whisky). Pela manhã, alguns ainda entorpecidos pela noitada, optaram por descansar um pouco mais, porém a grande maioria resolveu peregrinar pelas ruas e historia de Roma. Partimos Eu, Renato, Weber e Nelson e fizemos um super-tour. Passamos pela Piazza Venezia, Fontana di Trevi (onde tomei um sorvete simplesmente maravilhoso), Pantheon (O mais preservado templo da Roma Antiga) chegando até a Piazza Navona.

Retornamos a tarde e tínhamos que buscar as motos e carros. Herman e Weber foram buscar os carros, e as motos estavam divididas em Harley (Alberto, Luiz, Dil, Elcione, Jorge, Nelson e mais um amigo), e big-trail (Eu-Gomide, Renato, Valdecir, Wulf e Joemir). Primeiro fomos na Harley-Davidson e depois, partimos para a CIMT,onde nos esperavam 2 V-Strom, 1 BMW 1200GS, 1 BMW 1200RT e, a Ducati Multistrada http://www.multistrada.ducati.com/jspducatimultistrada/index.jsp?lang=en), porém esta somente entregue no dia seguinte.

Retornamos ao hotel e comemos uma pizza ali perto, pois “pretendíamos” partir cedo. Pela manhã, alguns incidentes atrasaram a partida. Houve perda de chave de uma das Harley e a loja ficou de entregar cópia, não cumprindo o prometido, e as 11 horas da manhã, após nova ligação pediram para se dirigir à empresa.Para compensar, minha Ducati foi entregue lá pelas 11 horas. Saímos após o meio dia em direção a Napoli. Por desencontro na partida, 2 motos e um veiculo se perderam pelas ruas tumultuadas de Roma*,e somente conseguimos efetivamente reunir todo o grupo lá pelas 15 horas, já na Auto-estrada.

*O transito em Roma é alucinante, nas rotatórias, esquinas e curvas, os espaços são daqueles que são mais afoitos. Nas estradas, sentimos diferença em relação ao nosso país, já que as motos têm prioridade quando em fila indiana e nas auto-estradas a pista da esquerda é sempre liberada para aqueles em maior velocidade.

Napoli é uma cidade portuária com muitos prédios antigos, porém mal cuidados. Chegamos às 18 horas e levamos as motos para o estacionamento. Partimos em direção a Pizzeria da Michele, famosa pela filmagem de “Comer, Rezar, Amar”, película com a participação de Julia Roberts, onde comemos bem, pagamos barato e tiramos muitas fotos. Pela manhã partimos em direção a Costa Amalfitana.

Partimos em dois grupos com GPS de forma a evitar novo desencontro dos veículos. A Costa Amalfitana é um trecho de 60 km do litoral da Campânia, entre Sorrento e Salerno, servido uma estrada costeira que é uma passarela estreitíssima, esculpida, em boa parte, no precipício. Ao longo da estrada, entre uma vista vertiginosa e outra, encontram-se cidades históricas como Amalfi (à beira do mar Tirreno) e Ravello (no alto da montanha), além de um lindo vilarejo que escorrega pela encosta até a praia: Positano. Estávamos com reservas no Hotel Dei Cavalieri em Amalfi, e os GPS não se afinaram no roteiro. Enquanto o primeiro grupo seguia por Sorrento, fomos encaminhados ao caminho que margeava a Costa passando por Maiori, Minori e chegando diretamente a Amalfi. Mantivemos contato por telefone ao chegar e após um banho, partimos na direção de Positano. Encontramos o outro grupo parado mais a frente, informando que a passagem por Sorrento tinha sido extremamente cansativa. Por ser final de semana, o transito estava pesado e levaram 2 horas para percorrer 17 km.

Elcione recomendou o Restaurante Latagliata, não antes de dar uma passadinha por Positano. Positano é o mais encantador dos vilarejos da costeira e é exatamente o retrato de toda essa beleza e charme italiano. A cidade fica na Costa Amalfitana, bem na região de Campagna. E é destino obrigatório para quem passa pela Itália; ou seja, quem quer estar rodeado de belezas e charme tem que visitar Positano. O local fica no meio de duas montanhas e uma praia.

O caminho para o Restaurante e totalmente íngreme. Seguimos Eu, Gata (Lena), Joemir/Paula,Valdecir, Wulf/Claudia, todos em motos big-trail e Alberto e Fatima numa Harley Electra-Glide. Como muitas subidas e curvas fazendo cotovelo, foi uma sorte o Alberto não ter caído com a Harley, já que ela pesa mais de 500kg, considerando moto, piloto e garupa.

Chegamos aproximadamente às 15 horas, porém, esquecemos da tradição da Itália, de se fechar para a “siesta”. Apesar disso, tivemos acesso às dependências do restaurante e o visual naquela altura é simplesmente fantástico

Retornamos de lá urrando de fome e desesperados para achar algum lugar aberto para almoçar. Por nossa sorte, a crise que afeta a Europa nos salvou. No caminho para Amalfi encontramos no meio da estrada um restaurante aberto, onde fizemos a festa. Retornamos e seguimos até Maiori, onde fizemos umas comprinhas (Jamon, Quezos e outras cositas más) e a noite fizemos um bate papo no Hotel, além de uns vinhos, cervejas e scotch.

Partimos cedo teríamos 400 km a rodar neste dia. Optamos sair por Ravello e não havia escolha melhor a ser feita. Ravello tem 8 km de subida com curvas alucinantes, com paisagens de vários presépios montados em buracos na rocha, e pequenas vilas encravadas nas montanhas, tendo ao lado esquerdo montanhas e ao lado direito a imensidão do Mar Tirreno(Mediterrâneo), foi como se estivéssemos num paraíso de curvas. Rodamos aproximadamente meia hora e encontramos um mirante onde cada um estava mais feliz que o outro. Ali iniciava-se a descida e tiramos diversas fotos,com Pompéia lá embaixo e as curvas que margeavam a montanha, onde passaríamos logo depois.

Viajamos em dois grupos por todo o dia e até que ao chegar num pequeno vilarejo, após uma curva, vimos o primeiro grupo parado. Uma das Harley ao entrar na curva, tinha patinado na areia e caído. Era a Dilmara, porém como estava muito bem protegida, nada sofreu. Alguns ficaram para aguardar o socorro da loja enquanto o restante do grupo seguia em direção a Áquila. Passamos por muitas montanhas e curvas até chegar ao nosso destino a tardinha.

Santo Stefano di Sessanio era nosso destino. Trata-se de um povoado medieval fortificado construído na antiguidade e localizado nas montanhas de L´Aquila há mais de 1.250 metros acima do nível do mar, dentro do Parque Nacional Gran Sasso - Monti della Laga, desfrutando de belíssima vista para o Tirino e vale Pescara, é um bairro típico de montanha, com vielas estreitas e casas de pedra que remonta ao século 15, contando hoje com uma população de 116 pessoas.

Ficamos hospedados no Albergo Sextantio Difusio que é um castelo medieval e como parte de uma reforma de U$S 6,5 milhões, onde o ítalo-sueco preservacionista Daniele elow Kihlgren transformou em um hotel rústico-chique de 44 quartos, com atelier de tecelão e um herbalist. Em uma homenagem às tradições da região, a ênfase de todo o Albergo está no artesanato local, a partir de sabonetes de azeite para os banheiros e em tecidos feitos à mão com colchas coloridas com corantes vegetais nativas. Na criação de restaurante da pousada, "anciãos da cidade" e um antropólogo foram consultados para fins históricos e precisão gastronômica.

Jantamos em uma Taberna pertencente ao Albergo, que nos leva aos filmes de Robin Hood e algo parecido, onde fomos atendidos por uma baiana, a Luciana que durante 6 meses no ano, trabalha ali.

Pela manhã, enquanto aguardávamos o outro grupo que pernoitara no local do acidente, acordamos mais cedo eu, Elcione, Jorge e Joemir e resolvemos fazer um tour pelo território. Chamado de Abruzzo é formado por montanhas e colinas e é o mais importante setor dos Appennini, vejam em http://www.byabruzzo.com.br/turismo.html. O maciço do Gran Sasso sobressai um cenário dolomitico com picos cheios de agulhas, cristas e ladeiras verticais que incluem o Corno Grande que com seus 2914m de altitude é o cume da região e abriga - O Calderone - que é a geleira mais meridional da Europa. O Abruzzo da Idade Média é representado por magníficas igrejas, monastérios e castelos. Lá deparamos no alto das montanhas com o castelo Rocca di Calascio, a principio apenas uma torre isolada, e em seguida, um pátio murado com quatro cilindros nos cantos. O castelo destinava-se a posto de observação e a guarda das tropas durante as guerras e hoje tem sido utilizado para filmes históricos como Lady Hawke(com Michelle Pfeiffer e Rutger Hauer).

Mais adiante, chegamos a Castel del Monte. Vila medieval esplêndida situada em uma colina no Gran Sasso National Park, Castel del Monte tem uma posição muito sugestiva e oferece uma vista panorâmica a seu visitante e detalhes de rara beleza.Foi selecionada como uma das mais belas aldeias da Itália em 2004.

Logo retornamos à pousada e partimos. Tínhamos 550 km para rodar nesse dia e precisávamos acelerar. Atravessamos um túnel de 10km sob o Gran Sasso, maciço localizado na região e em pouco estávamos novamente na auto-estrada em direção a Veneza. Paramos em uma lanchonete na beira da estrada e ao sair, 4 motos seguiram Wulf, que estava com o GPS e eu, Joemir e Elcione estávamos ainda colocando as vestimentas. Calculamos de nos encontrar logo à frente, porém, apesar de já estar pilotando a mais de 170km/h para alcançar o grupo, simplesmente não tínhamos nem sinal dele. Após rodar uns 40 km, parei a beira da estrada e tentei contato telefônico, sem sucesso. Logo depois, passavam na estrada os outros dois que também estavam para trás. Joemir já tinha parado num posto e pedido informações, e seguimos novo roteiro para Veneza. Como ficamos somente em três, andamos sempre acima de 140km/h e chegamos juntos do outro grupo em Veneza. Tomamos um banho e partimos para uma cantina, onde comemos uma boa massa.

Pela manhã, compramos o ticket conjugado bus/vaporetto, que levava de ônibus do hotel até a entrada de Veneza e o vapor (barco), que nos levava diretamente a Praça de São Marcos.

Veneza além de toda sua beleza arquitetônica e natural é um imenso Shopping Center. Pode se comprar de tudo.Roupas de grife, jóias,artigos de couro, de decoração, de fotografia, ateliers, pizzarias,bares, restaurantes, o que você imaginar. Atenção para o mau-humor dos garçons. Na hora do almoço, chegamos próximo das 15 horas e tivemos que fazer os pedidos às pressas, pois a cozinha já estava fechando.

Após o almoço rodamos por mais de 3 horas pelas muitas vielas de Veneza e resolvemos parar para refrescar nossas almas. Sentamos em um Restaurante na beira de um de seus canais e pedimos 5 bebidas diferentes enquanto escolhíamos os aperitivos. O garçom veio jogando os cardápios na mesa e dizendo que não atenderia se todos na mesa pedissem bebidas. Imediatamente, levantamos partimos para outro local. Lá chegando, fomos extremamente bem atendidos e com as bebidas, trouxeram nacos como aperitivo por conta da casa. Era um bar mexicano, onde ficamos além das nove horas da noite. Nesta hora, diversos barcos começavam a atracar ao lado. Descobrimos tratar-se de um point, onde muitos jovens combinavam de se encontrar a noite.

Dia seguinte, estávamos em Florença, ficamos hospedados no hotel A C FIRENZE, e mais uma vez fomos recepcionados por brasileiros. Trabalhavam no hotel a carioca Gisele e o paulista Santana, já radicados há alguns anos na Itália. Florença (em italiano Firenze), é a capital da região da Toscana. Foi durante muito tempo considerada a capital da moda e é considerada o berço do Renascimento italiano e uma das mais belas cidades do mundo. Tornou-se célebre por ser a cidade natal de Dante Aligheri, autor de “Divina Comédia”, onde descreve a cidade em muitas passagens assim como alguns de seus contemporâneos florentinos, personagens da obra.

Ali, o Humanismo fundou a vastidão do seu panorama de sapiência, Leonardo da Vinci fez sede de sua arte, Sandro Boticelli traduziu o espírito do local e Michelangelo consumou o significado do Renascimento. Partimos em direção ao Centro histórico e conhecemos entre outros, o Castelo Panini, o Museu Montechio, o Museu de San Marco, a Capela de Medici, a Ponte Vechio e a Piazza della Signoria. Porém, tivemos nosso passeio interrompido por uma grande tempestade (a única nos 21 dias de viagem) e buscamos no Hard Rock Café, bem próximo dali onde jantamos. Instalado em prédio histórico, em seu interior expotas guitarras de astros como Santana, Steve Jones (Sex Pistols), Mike Ruthefors (Genesis), roupão de Billy Idol, camisa de Elvis Presley, calça de Michael Jackson, a lambreta do filme “Quadrophenia” do The Who entre outros apetrechos.No dia seguinte,o grupo se dividia. Luiz e Diva permaneceriam em Florença para desfrutar de novos lugares na Toscana.

Roma era nosso novo caminho. Entregaríamos as motos e teríamos mais um dia livre para conhecer um pouco mais essa histórica capital. Deixamos as motos na CIMT e levamos as malas para o Hotel (ficaram guardadas na empresa de locação das motos durante a viagem). No almoço, reconheci no Restaurante do hotel Xará, antigo companheiro de peladas, que estava com Heloísa (sua esposa), Luiz Porto (cunhado) e sua esposa. Ele recomendou que a noite não deixássemos de conhecer o Trastevere.

Manhã seguinte, nova maratona. Como ficamos hospedados perto do Vaticano, seguimos a pé em sua direção. Próximo a ele, encontramos com outros amigos, que recomendaram a visita com guia, já que o local era muito grande. Aceitamos a idéia. Tivemos acesso ao Museu do Vaticano, onde caminhamos por mais de 2 horas. Desde a Idade Média os diversos papas foram acumulando um grande acervo de obras de arte e em 1503 o Papa Júlio II criou o primeiro recanto destinado a receber sua coleção, o Pátio Belvedere, que é o primeiro alvo da visita. Ao longo dos séculos, cada um dos pontífices tratou de criar novas salas e incorporar mais obras ao acervo, hoje um dos maiores do mundo. Com corredores repletos de riquíssimos ornamentos, estátuas de uma série de povos, quadros, tapeçarias de diferentes períodos e numerosos povos e chega-se finalmente a famosa Capela Sistina. Decorada com afrescos de Michelângelo, possui uma riqueza de cores, detalhes e efeitos de tirar o fôlego. Pena que são proibidas fotos em seu interior.

Após a visita ao Vaticano, partimos em direção a Praça de São Pedro. Situa-se em frente à Basílica de São Pedro e foi desenhada por Bermini, no século XVII, em estilo clássico mas com adições do barroco e ergue-se um obelisco do antigo Egito no centro.Havia uma multidão aguardando par entrar na basílica e partimos então Herman/Rose e Eu/Gata para uma visita ao interior do Coliseo.

Pegamos um táxi em direção ao Coliseo para fazer a visita ao seu interior e tiramos mais uma quantidade imensa de fotos, partindo depois em direção a Trastevere.

Trastevere é a 13ª região de Roma, localizada na margem ocidental do Tibre, motivo da origem de seu nome cuja tradução é "além do Tevere". A região era ocupada pelos etruscos até aproximadamente o ano 500 a.C., quando foi tomada pelos romanos. Logo pescadores e marinheiros, que dependiam financeiramente do rio, passaram a habitar a área.Tratevere é também a zona boêmia de Roma. Cheio de ruas estreitas de paralelepípedos, cercadas por casas medievais, tem uma agitada vida noturna, muitos bares e restaurantes servindo pratos da culinária romana e italiana em geral. Com o ainda era horário da “siesta” e como estávamos rodando desde cedo, a fome era grande. Paramos num bar (Beck’s) com varandinha na praça de San Calisto e a garçonete(uma francesa) informou que naquele momento já estavam reabrindo. Estávamos somente Herman/Rose e Eu e Lena, pedimos algo para comer e beber. Passava das 18 horas e logo em seguida entrava a garçonete do turno da noite. Era a Luci, brasileira que casou-se com ucraniano aqui no Brasil e foi viver na Ucrânia, porém temperaturas de até -35º C, fizeram-na desistir do casamento e, convidada pela irmã, veio morar na Itália já fazia 4 anos.

Como era aniversário de Rose, Lena em conluio com Luci, criaram um bolo colocando tiramissú no centro e em volta muito creme de chantili. Tivemos tratamento bem brasileiro, com nossas doses e porções muito bem servidas. Mais tarde, chegaram mais amigos e ficamos até tarde, já que era nossa despedida da Itália. A partir dali, o grupo se reduzia para seguir caminho por Espanha e Portugal, uns permaneceriam na Itália e outros retornavam ao Brasil, caso de Jorge e Jorjão (seu pai), Elcione, Weber.

Em breve publicaremos a segunda parte do relato.

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