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Renascida sob as asas da Kawasaki, a italiana Bimota prepara o lançamento da Tesi H2
Roberto Dutra
Mototour
O clube das motocicletas de altíssima cilindrada, moderníssima tecnologia e preço estratosférico vai ganhar mais uma integrante. A renascida Bimota promete finalmente lançar a versão de produção da Tesi H2 no Kawasaki World, espaço da marca próximo ao Museu Marítimo do Japão. Ambos foram fechados no início de março devido à pandemia mundial do novo coronavírus Covid-19, mas serão reabertos a partir de hoje. Acabou que nem atrasou muito o cronograma da Bimota, que já no ano passado previa lançar a moto oficialmente no meio de 2020, mesmo.
A apresentação da italiana Tesi H2 no "mundo" da japonesa Kawasaki tem várias razões. O time verde comprou a Bimota no ano passado, quando ela estava em dificuldades financeiras - o anúncio foi feito no Salão de Milão EICMA 2019. Além disso, o motor desta nova moto é nada menos que o mesmo da Kawasaki H2 - aquele com sobrealimentação por compressor de ar.
Desta forma, temos uma moto bastante exótica no design e também na complexidade mecânica. Afinal, ela combina o tal motor comprimido da H2 com o sistema dianteiro de suspensão da Bimota - aquele com varões que chegam ao cubo da roda dianteira, que foi criado por por Pierluigi Marconi no final dos anos 80. Para além do exotismo, o objetivo do sistema é separar as forças de suspensão e de frenagem e, assim, tentar evitar o "mergulho" da frente nas frenagens mais fortes.
São quatro cilindros, 998cm³, sobrealimentação por compressor volumétrico e potência de 231cv a 11.500rpm - que chegam a obtusos 243cv com o ram air. O desempenho, em teoria, é até superior ao da Kawasaki H2. Isto porque, como tem chassi de alumínio e vários componentes em fibra de carbono, a Bimota Tesi H2 pesa 214kg a seco, contra 238kg da Kawa. Então, teoricamente tem relação peso/potência melhor.
Para completar, a Tesi H2 tem esse visual pitoresco que o caro leitor vê aí nas fotos. A frente é meio "pesada" com o que lembra, de lado, um chifre de rinoceronte, e ainda tem faróis agressivos logo abaixo e uma carenagem toda recortada. A traseira é mais conservadora, com rabeta arrebitada e pára-barro, mas note a volumosa ponteira de escape, a ausência de espaço para garupa e os dois reservatórios de gás para ajuste da suspensão Öhlins. Definitivamente é uma moto para poucos.
Com tudo isso, claro que a Tesi H2 não poderia ser uma moto com precinho muito camarada. Na Europa, a previsão é de que custe em torno de 60 mil Euros - algo próximo dos R$ 360 mil. É quase o dobro do cobrado pela Kawasaki H2 por lá.
Aí embaixo você confere mais fotos da moto, com detalhes, e um vídeo da Tesi H2 sendo exibida no Salão de Milão do ano passado.
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