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Icônica naked dos anos 1980 renasce como café racer futurista pela imaginação de um estudante brasileiro de design
Agência INFOMOTO
Quando se mudou de Uberaba para Belo Horizonte (MG), João Paulo Caetano Moreira, então com 12 anos, não cansava de admirar a Honda CB 400 de seu pai. “Ainda não tinha idade para pilotar, mas já era apaixonado pela moto”, relembra. Anos depois, quando se aposentou, o pai voltou para o triângulo mineiro, mas a CBzona ficou de presente para João Paulo.
Com o bem conservado modelo 1983, o motociclista mineiro margeia a Lagoa da Pampulha para chegar às aulas do curso de design na Universidade Federal de Minas Gerais. Mais de 30 anos depois, a “CBzona” ainda cumpre a função para a qual foi criada: ser uma naked fácil de pilotar e confortável para o uso urbano e também para viajar.
Com seu motor de dois cilindros foi a primeira moto grande produzida no Brasil e se tornou uma divisora de águas na indústria nacional de duas rodas. A CB 400/450 saiu de linha em 1994 para ser substituída por modelos mais modernos. Ela deixou vazio o espaço que ocupou no imaginário dos motociclistas brasileiros: desde então não houve uma moto 400cc como a CBzona.
João Paulo compartilha da mesma opinião. “Existe uma lacuna entre as motos de 250, 300cc e as de 500 cc”. O estudante então uniu a paixão pela CB 400 com seu talento para elaborar um projeto de redesign do modelo como seu trabalho de conclusão de curso.
“Estudei o mercado e peguei o exemplo de outros casos de redesign de sucesso, como o Fiat 500 e o Mini Cooper”, explica. Para trazer a naked de volta a nossas ruas, João Paulo Caetano Moreira uniu o moderno ao vintage e imaginou uma cafe racer futurista, com semiguidões e capa sobre o banco da garupa.
A moto de média capacidade cúbica manteve o bicilíndrico de 400cc e alguns elementos estéticos característicos da antiga CB, como a proporção entre o tanque a rabeta.
Apesar do foco na história do motociclismo e da moto, novas ideias se destacam nessa “CB 400 2017”. O painel digital sincronizaria com o smartphone por meio de um aplicativo que também ajudaria a monitorar o funcionamento da moto. O acesso ao bocal do tanque e até mesmo a partida seriam feitos por meio de biometria. No lugar dos espelhos retrovisores, duas câmeras de 200° que projetam a imagem na viseira do motociclista. “A ideia foi resgatar a herança da CB 400, mas trazendo ideias novas”, explica. A redesenhada CB 400 teria estilo de sobra, mas sem perder sua vocação urbana e prática – a capa sobre o banco pode ser retirada para levar garupa. Apesar de ser apenas um projeto, esse ícone redesenhado certamente hoje faria sucesso. E, cá entre nós, bem mais estilosa do que a comportada CB 400 dos anos 80.
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