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Primeira fábrica da marca fora da Índia completa dois anos com 60.357 unidades produzidas, capacidade ampliada e rede com 74 endereços no país.
Everson Assunção
Mototour
Bajaj supera 60 mil motos produzidas em Manaus e reforça nova fase no Brasil
A Bajaj do Brasil completou dois anos de produção nacional com um marco relevante para sua operação no país: a fábrica de Manaus ultrapassou a marca de 60 mil motocicletas produzidas. Segundo a empresa, desde o início das atividades da unidade, em 25 de junho de 2024, foram fabricadas 60.357 motos no Polo Industrial de Manaus.
O número ajuda a dimensionar a velocidade com que a fabricante indiana vem ampliando sua presença no mercado brasileiro. A operação nacional representa um passo estratégico para a Bajaj, que escolheu o Brasil para receber sua primeira fábrica fora da Índia.
Mais do que um dado industrial, o resultado mostra que a marca entrou em uma nova fase no país. Depois de iniciar as vendas com operação própria em dezembro de 2022, a Bajaj passou a combinar produção local, expansão de rede, aumento de portfólio e crescimento nos emplacamentos.
Primeira fábrica fora da Índia
A unidade de Manaus iniciou as atividades com capacidade anual de 20 mil motocicletas. Em 2025, a Bajaj realizou novo investimento de US$ 10 milhões, ampliando a capacidade produtiva para até 48 mil unidades por ano.
A fábrica opera em regime CKD, sigla para Completely Knock Down. Nesse modelo, os componentes chegam desmontados e são montados localmente. A operação envolve preparação de kits, montagem de motores, montagem das motocicletas, controle de qualidade, embalagem e expedição.
Segundo a Bajaj, a unidade reúne mais de 250 profissionais, entre colaboradores diretos e indiretos. Essa estrutura permitiu à marca acelerar a nacionalização de sua operação e reduzir a dependência de importação de motos prontas.
Produção acompanha crescimento comercial
O avanço industrial ocorre em paralelo ao crescimento das vendas. Desde o início da operação direta no Brasil, a Bajaj informa ter alcançado 61.447 motocicletas emplacadas no país.
A expansão também passa pela rede de concessionárias. Atualmente, a marca conta com 74 endereços distribuídos por todas as regiões brasileiras. Esse ponto é decisivo para o fortalecimento da operação, já que o consumidor de motocicletas de média cilindrada costuma avaliar não apenas preço e ficha técnica, mas também disponibilidade de peças, assistência técnica e estrutura de pós-venda.
Em abril de 2026, a Bajaj entrou pela primeira vez no grupo das cinco fabricantes de motocicletas mais vendidas do Brasil, resultado que reforça o avanço da marca em um mercado historicamente dominado por poucos fabricantes.
Produção por modelo
A família Dominar 400, formada pela Dominar 400 e pela Dominar NS400Z, concentra o maior volume da produção nacional. Desde o início das atividades da fábrica, foram produzidas 25.152 unidades dessa família.
A Dominar 250, montada em Manaus desde julho de 2024, soma 7.140 unidades fabricadas. Já a Dominar NS200 acumula 8.605 unidades produzidas no Brasil.
Entre os modelos de menor cilindrada da linha, a Dominar NS160 chegou a 10.317 unidades fabricadas. A Pulsar N150, que entrou em produção nacional em maio de 2025, acumula 9.143 unidades.
Produção nacional da Bajaj em Manaus
| Modelo | Unidades produzidas |
|---|---|
| Família Dominar 400 / NS400Z | 25.152 |
| Dominar 250 | 7.140 |
| Dominar NS200 | 8.605 |
| Dominar NS160 | 10.317 |
| Pulsar N150 | 9.143 |
| Total informado pela Bajaj | 60.357 |
Linha atual no Brasil
O portfólio nacional da Bajaj é formado por seis modelos: Pulsar N150, Dominar NS160, Dominar NS200, Dominar 250, Dominar 400 e Dominar NS400Z.
A estratégia da marca é atuar em faixas de cilindrada intermediárias, com motos voltadas tanto ao uso urbano quanto às viagens. A proposta combina preço competitivo, motores de bom desempenho para suas categorias e uma lista de equipamentos atraente para consumidores que buscam alternativas às marcas tradicionais.
O peso da fábrica de Manaus
A produção em Manaus tem papel central na estratégia da Bajaj. Além de permitir maior controle sobre o processo produtivo, a fábrica aproxima a marca da realidade do mercado brasileiro e cria uma base para sustentar o crescimento da rede.
Para o consumidor, a operação local também ajuda a reduzir uma das principais dúvidas em relação a marcas em expansão: a continuidade do atendimento no país. Ter fábrica, concessionárias e estrutura própria reforça a percepção de compromisso de longo prazo.
Ainda assim, o desafio da Bajaj será manter a consistência. O crescimento rápido precisa ser acompanhado por peças disponíveis, revisões bem estruturadas, atendimento técnico eficiente e boa experiência no pós-venda.
Mercado mais competitivo
A evolução da Bajaj ocorre em um momento de maior movimentação no mercado brasileiro de motos de média cilindrada. Marcas indianas e chinesas vêm ampliando presença, enquanto fabricantes tradicionais observam consumidores cada vez mais atentos à relação entre preço, tecnologia e custo de manutenção.
Nesse cenário, a Bajaj ganhou espaço ao oferecer motos com proposta racional: desempenho suficiente para estrada, preços competitivos e produção nacional. A entrada no grupo das cinco marcas mais vendidas em abril de 2026 mostra que a estratégia começa a produzir resultados concretos.
Conclusão
Ao ultrapassar 60 mil motocicletas produzidas em Manaus, a Bajaj reforça sua nova fase no Brasil. A marca deixou de ser apenas uma estreante promissora e passou a operar com escala industrial, rede nacional em expansão e presença crescente nos emplacamentos.
O marco não encerra os desafios. Pelo contrário: aumenta a responsabilidade da fabricante em manter qualidade, atendimento e disponibilidade de peças no mesmo ritmo do crescimento comercial.
Se conseguir transformar volume em confiança duradoura, a Bajaj tem condições de se consolidar como uma das principais forças emergentes do mercado brasileiro de motocicletas.
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