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Alagamentos, árvores caídas e enxurrada são um perigo para as motos. Aprenda como se virar nesse caos
Cicero Lima / Agência Infomoto
Agência Infomoto
Verão, época de temperaturas elevadas, dias limpos e sol forte. Porém, no fim de tarde, o céu costuma ser tomado por nuvens negras, raios e trovões. Prenúncio das típicas e temidas tempestades da estação que causam grandes transtornos, também para os motociclistas.
Alagamentos, quedas de árvores e novos buracos nas ruas e estradas são efeitos colaterais desse fenômeno climático. Só na cidade de São Paulo, foram registrados 468 pontos de alagamentos no verão de 2016, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE). Para evitar problemas, elaboramos algumas dicas simples que podem ajudá-lo a conviver com essas chuvas torrenciais que duram pouco, mas atrapalham muito.
Verão também é sinônimo de sol forte e muito calor. Por isso, muitos motociclistas (e também motoristas) estacionam sob uma árvore em busca de sombra e proteção para o veículo. Evite fazer isso se houver previsão de tempestades. Em 2014 cerca de 1.800 árvores caíram em São Paulo (SP) durante o verão em função dos fortes ventos e do peso excessivo da água acumulada nos galhos e troncos. Infelizmente, não há como prever se uma árvore, ou um galho, cairá. A única forma de se prevenir é evitar estacionar perto de árvores – principalmente as maiores e mais antigas.
Nas tempestades, não é raro ver motos sendo levadas ladeira abaixo por fortes enxurradas. A força da água é capaz de derrubar a moto e arrastá-la causando grandes estragos.
Estacionar a moto com o descanso lateral apoiado na parte mais baixa da rua ajuda a suportar a força da água, porém é apenas um paliativo. Se a moto está numa ladeira, e existe o risco de temporal, procure um outro local mais seguro.
Os alagamentos e inundações se formam rapidamente. Regiões baixas, próximas às margens de rios e lagoas, estão sujeitas a esse problema. Também pode ocorrer em áreas centrais que recebem muita água e o sistema de drenagem não consegue escoar a água. E as inundações acontecem em poucos minutos. Fique atento à sinalização das áreas de risco, como existe na cidade de São Paulo, e evite deixar sua moto em locais que tenham histórico de enchentes.
Muitas vezes, com pressa, o motociclista decide encarar uma área alagada. Mas, vale lembrar, que isso não é aconselhável. O melhor mesmo é se proteger da chuva e esperar a água baixar. Entretanto, se for inevitável atravessar uma área alagada é bom medir os riscos e o nível da água. O mecânico de motocicletas Olavo Dias Júnior, de Osasco (SP), alerta que o nível “não pode passar do eixo da roda”. Acima disso, existe o risco da moto afogar e morrer. Com isso “a água pode entrar no bocal do filtro de ar ou escapamentos e aí os danos são grandes”, alerta Dias Júnior.
Caso você conheça o local e veja que o alagamento não é assim tão profundo, mantenha a moto em aceleração constante, usando uma marcha mais reduzida, para evitar que a água entre pelo escapamento, avisa o mecânico. Porém não acelere demais e não corra, pois há risco de derrapagem e queda.
Quando o nível da água está alto o piloto pode cair em um buraco ou em um bueiro destampado. Outro risco é bater com a moto em obstáculos ou até na calçada encobertos pela água. Muitos pilotos seguem veículos maiores, como ônibus ou caminhões, para cruzar um ponto de alagamento. Mas existe o risco de ser derrubado pela onda formada pelo veículo. Portanto, evite.
Se o motor parar de funcionar ou a moto cair, não tente ligá-la. Empurre-a até um local seguro e leve a uma oficina assim que possível para verificar se entrou água no sistema de alimentação. Se isso ocorreu, será necessário fazer uma limpeza no filtro de ar e na câmara de combustão que podem estar impregnados de areia e outros detritos. Acionar o motor nestas condições pode causar danos à parte interna. Rolamentos de rodas e suspensão, assim como a mesa do guidão, também devem ser limpos e lubrificados.
Assim como a motocicleta, o ser humano também corre riscos em um alagamento. O contato com a água de enchentes pode causar doenças graves, como cólera e leptospirose, alerta a Defesa Civil da cidade de São Paulo.
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