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Os modelos Hypermotard e Hyperstrada dividem o motor de dois cilindros e quadro em treliça, mas têm diferenças de acabamento, suspensão e tipos de utilização
Téo Mascarenhas
Estado de Minas
A italiana Ducati já tem os dois pés no Brasil oficialmente desde 2012, quando inaugurou sua linha de montagem em Manaus (AM). Na fila para desembarcar no nosso mercado, já a partir de março, está uma família inteira: Hypermotard, Hypermotard SP e Hyperstrada. Com o mesmo conjunto mecânico, elas têm variações de acabamento, suspensão e utilização. Apresentada em 2006 como conceito e com motor 1.100, a Hypermotard chamou tanta atenção que já no ano seguinte passou a ser produzida e faturou o título de “a mais bela do Salão de Milão”. Em 2010, a família aumentou com o modelo 796 e agora ganha a versão 821, que chega ao nosso mercado.
Projetada pelo estilista francês Pierre Terblanche, a família Hyper tem características do segmento Supermotard, com motos do tipo fora de estrada, mas adaptadas para rodar no asfalto. A diferença é que as novas Ducati Hypermotard e Hyperstrada pularam este estágio e já nasceram prontas, com esta definição. O guidão é mais largo e a posição de pilotagem mais em pé. As suspensões têm maior curso, típicas dos modelos fora de estrada. Por outro lado, as rodas, pneus, freios, motor e quadro em treliça são característicos das motos esportivas de asfalto. Esta mistura improvável produziu este novo segmento, capaz de proporcionar muita diversão na pilotagem.
DIVERSÃO Com agilidade e dimensões de uma fora de estrada, a moto tem performance no trânsito que agrada à freguesia urbana, enquanto o motor e os freios seduzem o público estradeiro. O motor é comum aos modelos. Trata-se do tradicional dois cilindros dispostos em L, com o clássico comando desmodrômico que evita flutuações nas válvulas em altos giros, proporcionando mais desempenho. Com 821cm³ de cilindrada, ele gera 110cv de potência (a 9.250rpm) e torque de 9,1kgfm (a 7.500rpm). A eletrônica está presente de forma maciça no acelerador, controle de tração, mapeamento do motor e até no sistema ABS, que é de série.
A atuação do motor pode ser selecionada em três posições. No modo Sport, quando os 110cv são despejados integralmente, ela fica por conta do piloto. Já no Touring, mais indicado para as estradas, os mesmos 110cv aparecem de forma mais progressiva e suave. No Urban, a potência é reduzida para 75cv. Esse modo pode ser utilizado também em pisos molhados ou escorregadios. Integrado ao ABS, o controle de tração tem oito níveis de atuação no modelo Hypermotard SP. É um pacote para elevar o nível de pilotagem, conforme o tipo de tocada e as condições do piso, sem esquecer o divertimento.
DIFERENÇAS Com preço estimado em R$ 47.900, o modelo Hypermotard tem suspensão dianteira Kayaba invertida, com bengalas de 43mm de diâmetro e 170mm de curso. A suspensão traseira é regulável e ancorada em monobraço de alumínio, com amortecedor Sachs de 150mm de curso. Já o modelo Hypermotard SP é mais sofisticado (cerca de R$ 59.900) e tem suspensão dianteira Marzocchi (de 185mm de curso) e suspensão traseira Ohlins (de 175mm). O guidão é em alumínio e as rodas são Marchesini. Ela também tem acabamento em fibra de carbono, o que faz o peso cair para apenas 171kg, quatro a menos que a Hypermotard “normal”. Os freios são duplos na dianteira, com discos de 320mm e pinças Brembo; e mono na traseira, com 245mm.
O modelo Hyperstrada tem o mesmo conjunto, mas com algumas adaptações para viagens. O preço ainda não foi definido, mas deve ficar na casa dos R$ 53 mil. A moto pode ser equipada com malas laterais, com capacidade para 50 litros, e mais uma central (31 litros). O guidão é 20mm mais alto e o banco é especial para viagens, regulável na altura e com alça de apoio. Para maior conforto aerodinâmico e na hora de estacionar, o modelo é equipado com para-brisas e cavalete central. O painel é totalmente digital e informa todas as opções de regulagens eletrônicas. A moto também tem duas tomadas auxiliares para conexão de eletrônicos. O peso é de 181 kg.
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