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Reunindo características dos modelos de rua e dos fora de estrada, a moto italiana conserva o motor de dois cilindros a 90 graus e um desenho extremamente agressivo
Téo Mascarenhas
Estado Minas
Apresentada ao mundo em 2006, ainda como moto conceito, durante o Salão de Milão, a italiana Ducati Hypermotard chamou tanta atenção que já no ano seguinte entraria em linha comercial, com motor de 1.100cm³, faturando também o prêmio de mais belo modelo, eleita por júri popular. Em 2009, já como modelo 2010, a família aumentou com o lançamento da Hypermotard 796. A filosofia e o quadro foram mantidos. Apenas o motor foi alterado, mirando os incentivos fiscais da Itália para modelos com menos de 60Kw de potência, equivalente a 81,6cv. O interessante é que, apesar da reconhecida escola de desenho italiano, o projetista-chefe do badalado modelo, Pierre Terblanche, veio da França.
Para completar a globalização, a alemã Audi, do grupo Volkswagen, comprou a Ducati, em uma transação de cerca de US$ 1,2 bilhão. A mudança de controle acionário não vai alterar os planos de a marca de Borgo Panigale desembarcar oficialmente no Brasil, com linha de montagem instalada em parceria com a Dafra (que já produz BMW e MV Agusta) em Manaus, Amazonas, e rede de concessionárias exclusiva. O projeto da Hypermotard 796 mirou a criação de uma nova categoria, batizada de Hyper pela montadora, para tentar valorizar o modelo, que, porém, tem características do segmento supermotard. A diferença é que as supermotards do mercado são produzidas a partir de modelos fora de estrada, adaptados para rodar no asfalto.
ANDANDO A Ducati Hypermotard já nasceu com essas características. Já nasceu pronta. O guidão bem largo e a posição de pilotagem mais em pé são mais confortáveis, além de típicos das motos do segmento fora de estrada. Já os pneus esportivos e os aros de liga leve com 17 polegadas de diâmetro são características das motos esportivas e superesportivas. A mistura resultou no modelo híbrido, que roda com desenvoltura no uso urbano, em meio ao tráfego intenso, e também nas estradas, embora com mais parcimônia, em função da falta de uma aerodinâmica adequada. Entretanto, para rodar no trânsito pesado, o guidão ficou largo demais, já que abriga em suas extremidades os retrovisores e as setas integradas.
Estilisticamente surte bom efeito estético, mas diminui a agilidade e aumenta o risco dos esbarrões e a conta na oficina. Por outro lado, o para-lama dianteiro tem um interessante desenho que imita o capô dos automóveis das décadas de 1950 e 1960. Uma feliz mistura, que inclui ainda escapes com saídas altas, junto à rabeta traseira. O banco fica a 825mm do chão, outra característica das motos do tipo fora de estrada, que dificulta um pouco o embarque e desembarque, embora 20 mm mais baixo que o da irmã maior, de 1.100cm³. A maneabilidade, porém, impressiona. As mudanças rápidas de direção são facilitadas pelo aro dianteiro menor, de 17 polegadas, e as retomadas pelo vigoroso motor.
MOTOR A dança dos números é outro complicador para entender o modelo. O motor com a tradicional arquitetura de dois cilindros em L, ou inclinados a 90 graus, marca registrada da Ducati, é derivado do usado pelo modelo Monster 696, porém com 803cm³, embora seja identificada como 796. Equipado com injeção eletrônica e refrigeração a ar, além do clássico comando de válvulas desmodrômico, que impede a flutuação das válvulas em altos giros, proporciona 81cv a 8.000rpm e um torque de 7,7kgfm a 6.250rpm. O som rouco e pouco ritmado é outra característica do motor, além de um torque que permite as retomadas mais precocemente, resultando em vantagem nas saídas de curva.
A suspensão dianteira é uma Marzocchi invertida, com tubos de 43mm de diâmetro e 165mm de curso. Características não tão distantes dos modelos fora de estrada. A suspensão traseira tem amortecedor único, Sachs, regulável, com 141mm de curso, ancorado em bela balança do tipo monobraço em alumínio. Os freios são superdimensionados, permitindo aproximações de curvas de modo bem agressivo. Na dianteira, dois discos de 305mm de diâmetro, com pinças Brembo. Na traseira, um disco simples, com 245mm de diâmetro. O painel é totalmente digital e fica encaixado em microcarenagem, que emoldura o farol único. O quadro é em tubos de aço em treliça, também marca registrada da Ducati. O farolete traseiro tem LEDs, o peso a seco é de 167kg e o tanque comporta 12,4 litros.
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