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Manutenção em dia contribui para frenagens mais eficientes, principalmente em emergências Divulgação (Foto: Agência INFOMOTO e Divulgação)

Dica de Manutenção

Freio em ordem é sinônimo de segurança

O sistema pede manutenção para funcionar de forma eficaz, principalmente em casos de emergência


Guilherme Silveira / Agência INFOMOTO

Agência INFOMOTO

18/11/2016 11h39

De extrema importância, o freio da moto é um sistema que tem longa vida útil se comparado a outros componentes. Porém, para funcionar de forma eficiente - principalmente em frenagens de emergência - é necessário tomar alguns cuidados básicos e periódicos em termos de manutenção. Confira os principais:

Freios a disco

Cada vez mais comum nas motos atuais – pelo menos na dianteira – o freio a disco apresenta eficácia superior em relação ao sistema de tambor.

Mas é necessário tomar alguns cuidados para não deixar o motociclista na mão (ou no chão). A troca do fluido, independente da substituição das pastilhas, deve ser feita uma vez ao ano. Já que o “óleo” de freio é higroscópico; ou seja, absorve umidade e isso pode prejudicar as frenagens. “Deve-se trocar todo o fluído, e não apenas uma parte (a sangria), quando se substitui a pastilha. O custo é baixo e o resultado, garantido”, explica o mecânico Alex Bongiovanni, da Officine Moto, de São Paulo.

Atualmente se utiliza com mais frequência dois tipos de fluido: DOT 4 e o novo DOT 5.1. No caso do último, grande diferença é a maior resistência à temperatura; o que torna as frenagens iniciais mais “duras”. O DOT 5.1 é muito usado no disco traseiro de motos mais pesadas – como as custom – ou que tenham mais propensão a travamento da roda. Mas o ideal mesmo é usar o fluido recomendado no manual do proprietário da sua moto.

As pastilhas também devem ser verificadas periodicamente. Mesmo que visualmente não seja possível notar o desgaste, quando já estiverem em fim de vida, elas “apitam” em frenagens, ou seja, o ferro da base da pastilha entra em atrito com o disco e emite um ruído. Nessa situação, já passou da hora de trocá-las. Segundo o especialista, “é recomendável lavar o ‘carrinho' que fixa a pinça nas bengalas, e depois passar vaselina nos pinos deslizantes da peça”.

Os discos de freio costumam demorar a pedir troca, principalmente se você substituir as pastilhas na hora certa e manter o fluido em dia. O manual do proprietário geralmente indica com quantos quilômetros o disco deve ser substituído e, inclusive, há uma marca de segurança em sua superfície (geralmente em torno de 4,5 mm) que deve ser obedecida.

Flexíveis

Em relação às mangueiras (ou flexíveis de freio), normalmente não há necessidade de troca, desde que se substitua o fluído anualmente. O que pode acontecer, caso se rode com fluido “velho”, é a formação de uma borra que entope a mangueira por dentro, deixando o retorno do freio lento ao manete.

Quando isto acontece, Bongiovanni explica que “o único jeito é trocar o flexível; de preferência por um de marca renomada. Mangueiras muito baratas tendem a deformar quando se freia, passando pouco fluído para a pinça e deixando o sistema ineficiente”.

Se precisar trocar o flexível, uma alternativa é instalar mangueiras aeroquip. Envoltos por uma trama metálica, estes flexíveis apresentam menor “deformação” quando o fluído passa; resultando em frenagens mais precisas e potentes.

Freio a tambor

Apesar de estarem defasados, os freios a tambor são adotados pelas fábricas em motos de baixa capacidade cúbica por serem mais baratos e fáceis de manter. Muito motociclistas ainda preferem o tambor na roda traseira por ter ação menos agressiva em frenagens mais fortes. Desde que, é claro, estejam com a manutenção em dia.

A regulagem do tambor de freio, ainda muito popular na roda traseira (e na dianteira de modelos mais populares) é muito importante e bastante simples. Aperta-se o varão que aciona as sapatas internas, porém apenas até o final de seu curso.

Nunca se deve regular o “braço” ao qual é ligado no pedal, de maneira a dar uma alavanca maior. Ao fazer este “quebra-galho” para não ter que trocar a lona (sapata), a geometria do sistema pode ser prejudicada. Tal prática é perigosa, pois ao acionar o freio, ele tende a não retornar – e a ficar literalmente com a roda presa.

A troca das lonas (sapatas) é simples e acessível, e há inclusive modelos com maior medida (de 0,25 mm a 1 cm) para cubos mais gastos. Passada a medida final, a solução será trocar o cubo da roda por um novo. Dessa forma o sistema de freio a tambor mantém sua eficácia.

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