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Equipada com motor de seis cilindros boxer, a grandalhona ganhou modernizações no visual, muita eletrônica e sistema de airbag e duplo CBS e ABS. Vendas neste mês
Téo Mascarenhas
Estado Minas
Importado do Japão, o modelo 2012 incorporou mudanças na estética, além de mais eletrônica embarcada, para ajudar na pilotagem, especialmente em grandes viagens
Quando foi lançada, em 1975, a Honda Gold Wing 1000 causou espanto pelo volume e pelo motor com quatro cilindros boxer. O tempo passou e aos 37 anos a Asa Dourada (em português) ganhou dimensões ainda maiores e a cilindrada do motor passou para 1.832 cm³, que é de seis cilindros, mantendo a arquitetura boxer. Um figurino padrão GG que impressiona pelo tamanho, mas também pelo conforto, pelas mordomias oferecidas e, principalmente, pela surpreendente facilidade de pilotagem. A explicação vem da física. Como o centro de gravidade é extremamente baixo, proporcionado pelo peso do motor de seis cilindros boxer, basta um leve movimento para a moto conseguir equilíbrio como em um passe de mágica, facilitando a vida do piloto, já que o modelo tem peso a seco de nada menos que 387kg.
Importado do Japão, o modelo 2012 incorporou mudanças na estética, além de mais eletrônica embarcada, para ajudar na pilotagem, especialmente em grandes viagens, sua verdadeira praia. O modelo nas cores preta e branca perolizada chega oficialmente ao consumidor brasileiro a partir deste mês, com preço sugerido de R$ 92 mil, sem frete, óleo e seguro. Os três compartimentos de bagagem da nova Gold Wing 1800, um central e dois laterais, foram redesenhados, elevando a capacidade de 147 litros para 150 litros. O conjunto óptico dianteiro, com dois faróis, compensa o facho quando a moto está carregada e ganhou acabamento com máscara negra. Já as laterais da carenagem dianteira foram redesenhadas para permitir melhor fluxo de ar e maior proteção aerodinâmica para piloto e garupa.
MORDOMIAS A grande touring, própria para longas distâncias, tem um invejável pacote de comodidades. O sistema de som tem seis “caixas”, 80 watts por canal, saídas para iPhone, iPod, MP3 e entrada USB. O som tem sistema que compensa o volume com a velocidade e o rádio permite memória para 12 estações. O piloto também pode acionar o piloto automático, que mantém a velocidade preestabelecida, independentemente das subidas. Para as manobras urbanas, apesar de a altura do banco ficar a somente 740mm do chão, a Gold Wing 1800 conta com sistema de marcha a ré. A polaridade do motor de arranque é invertida, impulsionando a moto para trás a baixa velocidade. O para-brisa frontal, entretanto, só tem regulagem mecânica e as entradas de ar podem ser ajustadas para “refrescar”.
Os freios com sistema antitravamento são combinados e progressivos
Para o passageiro, a mordomia são os apoios de braço e costas e sistema de som que inclui “caixas” exclusivas. O painel é completo, inclusive com o computador de bordo em tela digital, velocímetro, conta-giros e hodômetro total e hodômetros parciais. As luzes de advertência indicam se as malas (equipadas com iluminação e espelho de cortesia) estão corretamente fechadas e quando o tanque de combustível com capacidade para 25,5 litros está na reserva. As rodas são em liga leve, com aro de 18 polegadas na dianteira, com pneu de medida 130/70 e 16 polegadas na traseira, com pneu de medida 180/60. O quadro é reforçado em alumínio, com desenho diamond. Já a balança da suspensão traseira, também em liga leve, é do tipo monobraço.
SEGURANÇA A Gold Wing introduziu o sistema de airbag para motocicletas em 2006, que foi mantido no modelo 2012 conta com sensores nas bengalas da suspensão dianteira. Quando há desaceleração radical, característica das colisões frontais, os sensores acionam o airbag em forma de V invertido, que amortece o choque do piloto. Os sensores estão regulados para diferenciar colisão de uma frenagem brusca, ou pancada em buraco, por exemplo. O freio ainda conta com sistema duplo CBS e ABS. Um cérebro eletrônico aciona os freios de maneira progressiva, atuando nas duas rodas, independentemente da vontade do piloto, otimizando ao máximo a frenagem. Na dianteira, dois discos de 296mm de diâmetro e na traseira (mais pesada com bagagem e passageiro), um disco de 316mm de diâmetro.
O motor tem seis cilindros, com arquitetura boxer. Três cilindros de cada lado, como se estivessem brigando, ou “boxeando”. Porém funcionam em extrema harmonia, sem vibrações. Com 1.832 cm³, fornece 118cv a 5.500rpm e um generoso torque de nada menos que 17kgfm a apenas 4.000rpm, capaz de fazer inveja em muitos automóveis. Assim, o câmbio pode ser equipado com apenas cinco velocidades. A transmissão final é feita por eixo cardã, que dispensa manutenção. A suspensão dianteira tem garfo telescópico com 140mm de curso e sistema antimergulho nas frenagens. A suspensão traseira, do tipo mono, tem 105 mm de curso, e sistema de ajuste eletrônico na pré-carga da mola. O piloto tem ainda a possibilidade de 26 ajustes e duas memórias de regulagens.
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