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Olha ela aí em cima. HARLEY-DAVIDSON SPORTSTER XL 883 R (Foto: Rodrigo C. Gonçalves)

Crônica

Harley - Parkinson - Davidson

Viagem inesquecível em uma Harley


Rodrigo C. Gonçalves - Rodriguim Diamantina

14/05/2013 17h49

Fui a Curvelo, MG, buscar a moto do meu irmão, que havia ficado lá, após o moto show.

Tinha que trabalhar as 9:30 e saí daqui de carona as 6:40. Já imaginei que teria que voltar torcendo o cabo todo, e mais ainda; como seria a primeira viagem, numa HD.

Pilotar não seria problema, já que tenho 42 anos e ando de moto desde os 11. Lembro de todas. Rx 125, TT123, DT180, CB450, XLX350, RD350, XR200, Hyosung125, Falcon400, Twister250, Falcon400, Hornet600, Falcon400, DragSatr650, VTX1800, Hornet600, Fazer125, Bross150, RD135 e Fazer250. Acho que não esqueci de nenhuma. Hoje tenho a RD135, a Fazer 250 e a VTX 1800.

Bom, cheguei lá e logo peguei a motoca e pus pra fora da garagem.

A primeira impressão já não foi boa. O descanso lateral é horrível de ser acionado e fica mal posicionado, além de não ter uma boa pega pro pé empurrá-lo pra frente. Qualquer bobeira e a moto cai. Liguei a dita cuja e o ronco do escape é maravilhoso, com um batidão, que só quem curte um V2, sabe do que estou falando. A tremura da motoca assusta à primeira vista. O motor balança e a moto vibra uma maravilha. Sentei e ajustei o retrovisor. Mais ou menos, pois a imagem de terremoto, não deixa distinguir nada atrás. Isso inda vai piorar.

Pronto. Luvas calçadas, jaqueta abotoada, capacete afivelado e saí gerando o ronco pela avenida. Não tem quem não repare e motorista que não olhe no retrovisor, pra ver que ronco é aquele chegando atrás do carro.

Na hora de abastecer, olhei aquele tanquinho com impressão de não caber nada de gasola. E não cabe mesmo. Míseros 11 litros e já pensei. Essa merda vai chegar em Diamantina ? Bom, pelo menos não tem marcador de combustível. Vamos lá.

Mais uma arrancada radical e uma parada rápida na oficina de uns amigos, pra bater um papo rápido. Logo o Maurinho me animou: "tive uma dessas por 23 dias. Não aguentei mais que isso e que um passeio de 40 km. Tive sorte e vendi logo". Pensei no amigo Edmé e disse: "que bagavilha"(ele tem a língua presa).

Mas vamos embora, porque eram 8:40 e as 9:30 eu tinha que estar no trampo.

Peguei a BR e enrolei o cabo. O tremor é fora do normal. Vibra até uns 70, fica legal até 110 e depois de 120 vira uma loucura verdadeira. Parecia que eu estava em cima de um daqueles aparelhos do poli-shop, que o povo fica vibrando em cima. Daí com as mãos, braços e as panturrilhas naquela vibração inimaginável, pensei: vou curtir uma viagem de moto pra começar o dia, vou sendo massageado, as panturrilhas ajudando o retorno venoso do sangue e pode ser que eu perca uns quilinhos e enrijeça alguns músculos. Afinal, é isso que a propagando da TV anuncia, sobre o tal aparelho.

Mas que nada. Pra manter os pés nas pedaleiras acima de 130 é uma loucura do nível do CAPS. Os pés teimam em sair das pedaleiras e a imagem no retrovisor ... sem comentários. Não dá pra disntiguir nada, nada que vem atrás. Pensei então, que o jeito era acelerar pra nenhum veículo chegar por trás e pra eu chegar logo aqui em Diamantina. Cinco quilômetros depois eu já pensava: o que, que eu estou fazendo aqui ? Mas vamos lá, pensa na curtição e que tem que chegar logo. Olhava pro tanquinho e pensava se chegaria sem abastecer. O tanque pequeno não permite colar as pernas nele e o vento passa entre o tanque e as pernas e refrigera os países baixos de tal forma, que pensei que ia chegar e ter que fazer uma compressa morna, pra reativar os testículos. Como as pedaleiras estão avançadas, o filtro de ar enorme, do lado direito, faz a perna direita ficar ainda mais aberta e entrar mais vento. Ainda bem que a convensão de Genebra, definiu deixarmos o órgão sempre pro lado esquerdo. Que sorte.

Enfim, me entrosei com a HD e vim curtindo. Tomei um susto, porque o freio de trás é violento e arrasta a roda com facilidade. Logo acostumei. Daí não deu outra. Mantive a toada de 140 km/h em diante, curvando legal e apenas de quinta marcha, sem necessidade de troca em subidas ou ultrapassagens. O torque é muito bom. Vinha birgando com o vento entre as pernas, os pés que não ficavam nas pedaleiras e o mundo em terremoto nos retrovisores, mostrando a imagem borrada de tudo que ficava pra trás.

Com quase 100 kms rodados, voltei a olhar pro tanquinho o tempo todo e imaginando se havia gasolina suficiente pra chegar. Ah ! Outra vantagem. kakakakka Como o tanque não tem chave, dá pra reduzir a velocidade, claro, se não a vibração não deixa ver nada, e daí você abre a tampa pilotando e olha pra dentro do tanque pra ver se tem gasolina. Sério mesmo. E não dá pra ver merda nenhuma, pois o buraco pra abastecer, mal passa o bico da bomba. Sem marcador de combustível e eu sem conhecer a motoca, fui surpreendido quando a luz de resetva acendeu dentro do painel. Uma imagem de uma bombinha da gasolina minúscula. Deve ser pra combinar com o tanque. Pensei mais uma vez: como viajar numa moto, que pede reserva antes de 120 km rodados ??? Deve ter sido feita só pra dar voltas no quarteirão.

Daí tive que diminuir a toada, pois não haveria mais posto no caminho. Aí sim, passei a apreciar a motoca e pensar na sua rusticidade e na sua vibração. Na falta de equipamentos e acessórios como marcador de combustível, freio ABS, hodômetros parciais e até nas chaves de seta, uma de cada lado do guidão. O botão da bozina é diferente de todas as motos, pois fica em cima da chave de seta. Pensando bem, damos bem mais seta que buzinamos. Essa foi boa.

Enfim, rodando comportadamente com a HD, a curtição foi total e a vibração até diminuiu um pouco. Mas muito pouco mesmo. E eu pensava...

que merda de moto; deve ser muito legal ter uma dessas.

Toda hora que passo na garagem, sento nela e ainda penso: vou ter uma merda dessas. Ah, vou !!!!

Vai entender...

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