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Royal Enfield estaria desenvolvendo versão maior para resolver o principal problema do modelo: potência e torque limitados
Roberto Dutra
Mototour
Não é de hoje que a imprensa especializada em motocicletas de várias partes do mundo especula sobre uma versão crescida da Royal Enfield Himalayan. A primeira projeção de computador mostrando a ideia surgiu em 2017, apenas um ano depois do lançamento da moto na Índia - é a imagem que ilustra essa matéria, feita pelo sempre atento site Indianautosblog. Aqui no Brasil, a moto chegou em 2019.
E tudo sempre convergiu para uma versão equipada com o motor bicilíndrico de 650cm³ das "twins" - a Interceptor e a Continental GT. Agora, esses rumores ficaram mais fortes. Os motivos são três:
1. A versão existente da Himalayan, que tem motor monocilíndrico de 411cm³, já está há bastante tempo no mercado e seria hora de dar uma repaginada. Em vez de disso, a Royal Enfield poderia optar por mantê-la como é lançar a versão maior.
2. A Himalayan teve boa aceitação em todos os mercados onde passou a ser vendida. Inclusive no Brasil, apesar de ter registrado problemas mecânicos em algumas unidades em seus primeiros meses de venda no país.
3. A Himalayan atual tem um conjunto mecânico até satisfatório e dentro de sua proposta, mas efetivamente falta-lhe motor, potência e torque para ser uma trail mais aventureira
O motor atual, monocilíndrico, com pequenos 411cm³ e refrigerado a ar rende apenas 24cv de potência a 6.500rpm e 3,2kgfm de torque a 4.500 rpm. É o suficiente para o uso normal na cidade e alguns passeios "off", mas distante das necessidades de quem curte aventuras mais radicais.
Já o bicilíndrico das "twins", embora também seja refrigerado a ar, tem radiador de óleo, 47cv a 7.250rpm e torque de 5,3kgfm a 5.250rpm. É quase o dobro de força. Se não sofre para empurrar as twins, que pesam pouco mais de 200 quilos, não soferá para tracionar uma Himalayan, ainda que o peso da trail fique acima dos atuais 191 quilos
Sites internacionais de prestígio como o MotorBeam e o VisorDown afirmam que a Himalayan 650 está em desenvolvimento - e não na Índia, mas no centro de desenvolvimento de produtos da marca na Inglaterra. Justamente por isso, fotos de protótipos ou "mulas" (modelos em testes disfarçados) são bem mais difíceis de serem vistos.
Enquanto a Royal Enfield não confirma a nova versão da Himalayan, nomes para a futura moto também vêm sendo ventilados. Além de simplesmente Himalayan 650, "Hunter" e "Sherpa" também têm sido cogitados - o primeiro significa "caçador" em inglês, e o segundo alude à etnia que habita a região montanhosa do Nepal, país que faz fronteira com a Índia.
Abaixo, mostramos outra montagem feita em computador - desta vez, com a Himalayan atual equipada com o motor das "twins".
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