Notícias

Honda lança no Brasil a Africa Twin 2021

Com vários aprimoramentos mecânicos e eletrônicos, moto ficou mais potente, torcuda, segura e ainda passa a ter opção de câmbio automatizado com dupla embreagem


Roberto Dutra

Mototour

14/05/2021 19h15

A Honda apresentou essa semana a linha 2021 da big trail Africa Twin. A moto passou por muitos aprimoramentos e agora tem mais potência, mais torque e mais recursos eletrônicos. Para começar, o motor cresceu - passou de 998cm³ para 1.100cm³. Com isso, o nome da moto mudou para CRF 1.100L Africa Twin (antes era "mil"). A outra principal inovação no modelo é a opção do câmbio automatizado de dupla embreagem, o Dual Clutch Transmission (DCT). Mas não para por aí.

O design foi repaginado e a Africa Twin ficou mais esguia. Ganhou carenagens novas, guidão em posição 2,2 cm mais alta e banco 4 cm mais estreito e também mais baixo (altura regulável entre 85 cm e 87 cm). Os faróis com LEDs têm novo desenho, discretamente agressivo, e a moto incorporou também luzes de rodagem diurna (DRL).

Por baixo disso tudo, a Africa Twin esconde um quadro novo, com subchassi traseiro agora de alumínio - mesmo material da nova balança.

Só essas novidades fizeram a moto perder 2,3kg de peso. Com outras mudanças em componentes, a Africa Twin passou a pesar 10kg a menos - 206 a 215 quilos na versão standard e 216 a 225 quilos na inédita versão com câmbio automatizado. Os pneus também mudaram e, segundo a Honda, agora têm desenho ainda mais adequado à proposta de uso misto. As rodas continuam raiadas, com aros de alumínio e calçam pneus 90/90 R21 na frente e 150/70 R18 atrás.

Na parte eletrônica, a Africa Twin ganhou acelerador eletrônico e mais modos de pilotagem (agora são seis). O mundo de chips a bordo ainda agrega controle de tração com sete níveis, controle de empinada com três níveis, ABS com atuação em curvas e piloto automático. O ABS da roda traseira pode ser desligado e há uma função que aciona o pisca-alerta automaticamente nas frenagens fortes a partir dos 50km/h.

Nas versões ES, as suspensões Showa têm ajustes eletrônicos, os pneus são sem câmara, o para-brisa é alto e tem cinco ajustes de altura (o para-brisa da versão de entrada é baixo e fixo), as carenagens são maiores e o protetor de motor é mais largo. Para completar, vêm de série suporte traseiro de alumínio para baú, manoplas aquecidas e um sistema de iluminação para curvas, com três LEDs instalados abaixo dos faróis. O tanque leva 18,8 litros nas versões standard e 24,8 litros nas Adventure Sports.

O curso das suspensões, contudo, é igual nas versões com e sem ajustes eletrônicos: 23cm na frente e 22cm atrás. O painel de todas é a mesma tela de TFT sensível ao toque, colorido, com 6,5 polegadas com recursos de conectividade e pareamento com smartphone por Bluetooth. à direita dele, há uma porta USB.

O motor é o mesmo de antes, mas com muitas melhorias. A capacidade cúbica cresceu de 998cm³ para 1.084cm³ com o simples aumento no curso dos pistões - o diâmetro foi mantido, assim como a taxa de compressão. Além disso, as camisas dos cilindros passam a ser de alumínio, os corpos das borboletas de alimentação foram redesenhados cabeçote e comando de válvulas mudaram totalmente. Por fim, a moto ganhou uma válvula de controle variável no escape - semelhante à usada na esportiva CBR 1.000 RR Fireblade.

Com tudo isso, potência e torque aumentaram. Antes, eram 88,9cv a 7.500rpm e 9,5kgfm a 6.000rpm. Agora, são 99,3cv e 10,5kgfm nas mesmas faixas de rotação de antes. Segundo dados do Instituto Mauá de Tecnologia, o consumo médio em uso misto é de 20,3km/l e a velocidade máxima, de 197km/h - versão standard.

O câmbio automatizado

As versões da Africa Twin com câmbio convencional têm seis marchas e embreagem deslizante. Até aí nenhuma novidade. Mas o câmbio automatizado com dupla embreagem DCT é uma novidade que merece destaque. Já existe em outros modelos da marca - como na touring GL 1.800 Gold Wing -, mas ainda é relativamente desconhecido e, por isso, cria desconfianças.

Pura bobagem. O básico é ligar a moto, engatá-lo no modo Drive e acelerar - a moto fará o resto. Mas com o tempo dá para extrair uma pilotagem muito mais dinâmica e interativa. O sistema DCT tem duas embreagens - uma para as marchas ímpares e outra para as marchas pares. Cada uma das embreagens é acionada por um sistema eletro-hidráulico independente, e nas trocas de marcha – sejam elas feitas pelos comandos no punho esquerdo do guidão, por ação do condutor, ou automaticamente –, ocorre a alternância entre as embreagens, o que leva a trocas instantâneas de uma marcha para outra.

O sistema é muito seguro e confiável, inclusive porque não "erra" a marcha e até evita que o motor apague por algum erro do piloto. Tem três modos de funcionamento: o manual, no qual o piloto troca as marchas pelos botões + e – situados no punho esquerdo; o Drive, que faz as trocas automaticamente, e o Sport (S), que tem três níveis e faz as trocas também de forma automáticas, mas variando as faixas de giros para essas trocas de acordo com o ajuste escolhido.

Nas desacelerações, as reduções também ocorrem um pouco mais cedo, proporcionando maior efeito do freio-motor, o que torna esta opção a mais adequada para uma pilotagem esportiva. Por fim, existe ainda a tecla G, que proporciona máxima tração da roda traseira no fora-de-estrada quando acionada. Mesmo nos modos automáticos o piloto pode interferir, usando os botões + e – para trocar a marcha. Mas o sistema só aceitará comandos que não ofereçam risco para o conjunto motor/transmissão

Para completar a parafernália eletrônica, a moto tem os citado seis modos pilotagem - Urban, Tour e Gravel, que já existiam antes, e os novos Off-road e User 1 e 2, que podem ser configurados conforme as preferências do piloto. A Africa Twin será vendida nas configurações standard Adventure Sports ES. Como ambas terão opção de câmbio convencional ou automatizado, serão quatro versões no total.

A pré-venda de todas começa no próximo dia 17 de maio. As versões com câmbio manual serão montadas em Manaus e já estarão nas lojas em julho. As equipadas com câmbio DCT virão importadas diretamente do Japão, e as entregas começam em agosto. Confira abaixo os preços e mais fotos da moto.

Confira abaixo os preços da linha Africa Twin 2021:

Honda CRF 1100L Africa Twin (preta fosca ou vermelha): R$ 70.490,00

Honda CRF 1100L Africa Twin Adventure Sports ES (branca): R$ 90.490.00

Honda CRF 1100L Africa Twin DCT (vermelha): R$ 76.804,00

Honda CRF 1100L Africa Twin Adventure Sports ES DCT (branca): R$ 96.626,00

Notícias relacionadas

Ducati XDiavel ganha nova versão na Itália

Royal Enfield Classic 500 volta ao mercado

Triumph Speed Twin ganha linha 2021 na Inglaterra

Kymco lança scooter com pegada "aventureira"

Nova geração da Honda Transalp está a caminho?

Triumph lança sistema de navegação

Com novas cores e grafismos, Yamaha MT-07 2022 já está à venda

Harley-Davidson tira dúvidas sobre moto, pilotagem e equipamentos de segurança

Yamaha lança a esportiva R7 na Europa. Será que vem para o Brasil?

Triumph cria modelo especial da Thruxton 1.200 RS para evento anual

Mototour - Seu portal em duas rodas, Motos, Encontros de Motociclistas, Moto Clube e muito mais...

Todos os Direitos Reservados