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Honda lança no Brasil a nova geração da superbike Fireblade

Modelo chega com tudo novo: design, chassi, motor e, principalmente, eletrônica otimizada e ampliada


Roberto Dutra

Mototour

10/09/2021 16h48

A nova geração da superesportiva Honda Fireblade está entre nós. Agoa chamada de CBR 1.000 RR-R Fireblade, ela chega ao país em uma única versão, a SP, importada do Japão, apenas nas cores vermelha ou preta, ao preço exclusivíssimo de R$ 159.000. Praticamente tudo foi modificado na moto, do design ao chassi, do motor aos agora ampliados recursos eletrônicos. Confira:

Design

Desenvolvido com auxílio de túnel de vento, traz agora um visual frontal bem invocado, com faróis fininhos e uma nova tomada de ar central para o RAM Air, o duto que manda ar pressurizado para o sistema de admissão em altas velocidades. E surgem asinhas laterais, mas não como nas concorrentes - aqui elas não são externas, mas embutidas nas carenagens laterais.

Além disso, o novo para-brisa (bolha) está 35 graus mais inclinado na vertical que o anterior, e lá atrás a rabetinha ficou afilada e pontuda, e abriga lanternas discretas e agressivas.

Motor

O aprimoramento teve a participação da divisão de competição HRC. Ganhou balancins roletados que eliminam a folga entre o ressalto dos eixos de comando e as válvulas, e aumentam a velocidade de abertura e fechamento das válvulas. Além disso, passa a girar no sentido anti-horário, o que melhora a performance da moto nas reduções e frenagens. Também ganhou revestimento diamantado de carbono nas partes de mais atrito do eixo de comando e nas bielas, e ainda pistões de alumínio forjado - o diâmetro aumentou de 76mm para 81mm e o curso diminui de 55,1mm para 48,5mm. Com essas mudanças, a potência cresceu 13% e o motor ficou mais elástico, agora girando em 1.500 rpm a mais que antes nos picos de potência e torque. A potência passou de 191,7cv a 13.000rpm para 216,2cv de potência a 14.500rpm e o torque foi de 11,8kgf.m a 11.000rpm para 11,5kgf.m de torque a 12.500rpm.

Chassi e exaustão

O chassi agora tem menos pontos de solda e, com isso, ficou mais rígido. Outra mudança foi no radiador, que agora é curvo. Por fim, o líquido de arrefecimento corre pelos circuitos de refrigeração com mais pressão, e, assim, melhora a refrigeração do motor. Já o sistema de exaustão ganhou saídas ovaladas nos dutos, ganhando velocidade no fluxo de ar do escape. A nova ponteira, por sua vez, foi desenvolvida junto com a grife Akrapovic, e tem dois "caminhos" de saída - uma válvula "escolhe" o melhor, de acordo com a performance da moto.

Suspensões

Ambas são fornecidas pela grife sueca Öhlins. A dianteira é invertida e tem curso de 12,5cm, ajustes eletrônicos e, nas bases dos garfos, novos cilindros com óleo pressurizado que se ligam ao óleo das bengalas para impedir seu aquecimento. A traseira é monochoque pro-link com 14,3cm de curso e ajustes eletrônicos de compressão. O conjunto passa a ser ancorado no motor, o que melhora a estabilidade mesmo em circuitos travados.

Freios e rodas

Ambos são da italiana Brembo. Na frente, disco duplo com 33 cm de diâmetro, cálipers radiais e quatro pistões. Atrás, disco simples com 22 cm. As rodas de liga leve têm novo desenho, e os pneus nas medidas 120/70 R17 na frente e 200/55 R17 atrás são Pirelli Diablo Supercorsa SP ou Bridgestone RS11.

Painel

Agora é uma telinha de TFT de 5 polegadas totalmente colorida. Suas funções são gerenciadas por quatro botões no punho esquerdo, que funcionam como um joystick (para cima, para baixo, para a direita e para a esquerda). Estes permitem selecionar uma das cinco formas de visualização do painel e os ajustes dos nove parâmetros da moto, em suas respectivas opções: potência (1 a 5), torque (1 a 9), wheelie (levantamento da roda dianteira, A1 a A3 e M1 a M3), interferência do freio motor (1 a 3), suspensões eletrônicas (1 a 3), amortecedor de direção (1 a 3), atuação do ABS (1 e 2) e controle de largada (escolha o limite de rotação do motor entre 6.000 rpm a 9.000 rpm, a cada 1.000 rpm, ou desligado), e ainda o quickshifter bidirecional (1 a 3). Cada conjunto de ajustes pode compor um dos três modos de pilotagem - que não são mais "fixos" de fábrica. Sendo assim, pode-se fazer ajustes separados para competições e track days em diferentes circuitos, e também para rodar nas ruas.

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