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Com isso, nos permitimos sonhar com um retorno, também, ao Brasil
Roberto Dutra
Com pt.motorcyclesports.net e Jawa Motorcycles
A Jawa se prepara para voltar ao mercado europeu e, quem sabe, a outros mercados do mundo - inclusive o Brasil, quem sabe? Nascida na Checoslováquia, a marca teve momentos de glória nas décadas seguintes, mas perto do anos 2000 conheceu o ocaso e depois renasceu pelas mãos do grupo indiano Mahindra. Vieram novos modelos, vendas surpreendentes e agora a marca se prepara para voltar ao Velho Continente - e, torcemos, para além-mar.
Podemos sonhar em ver a Jawa no Brasil, onde marcas como Triumph e, mais recentemente, a Royal Enfield, têm encontrado boa aceitação para seus modelos clássicos com cara de "motos de antigamente". Quem não sorri ao ver uma Bonneville ou uma Bullet passando na rua?
Vale lembrar que as Jawa já estiveram aqui - conforme relata o jornalista automotivo Jason Vogel, do jornal O Globo, do Rio de Janeiro, que tem profundo conhecimento da história das marcas que já rodaram pelo país. Segundo ele, as Jawa foram muito populares no Brasil, na década de 50. Tanto que chegaram a ser montadas aqui, com sucesso, pela fabricante de bicicletas Monark. Mais tarde, as “cinquentinhas” Leonette também usaram mecânica Jawa. Um último suspirou aconteceu nos anos 90, com lotes de Jawa Chopper trazidos por um importador independente.
Um pouco de história
A Jawa foi fundada em Praga, em 1929, por František Janeček - que comprou a divisão de motocicletas da Wanderer. O nome Jawa, aliás, é uma junção das primeiras letras de "Janeček" e "Wanderer".
Em suas primeiras décadas de existência, foi uma das principais fabricantes de motocicletas europeias e exportava seus modelos de 350cm³ para mais de 120 países - inclusive para o Brasil.
Nas década de 90 e 2000, porém, a empresa foi perdendo espaço com a ascenção das marcas japonesas e praticamente sumiu. Em 1997, uma empresa chamada Týnec nad Sázavou assumiu as operações e a marca continuou como Jawa Moto. Mas a empreitada não engrenou e as operações foram paralisadas pouco depois.
Em outubro de 2016, a Classic Legends Private Limited (CLPL), uma subsidiária do gigantesco grupo indiano Mahindra & Mahindra, obteve licença para lançar, na Índia e em outros países asiáticos, motos com a marca Jawa. As operações seguiram lentamente até que, em novembro de 2018, a CLPL lançou os modelos Classic, Forty Two e Perak, que foram muito bem recebidos e cujas vendas superaram todas as expectativas. Isso chamou a atenção além das fronteiras e acendeu na CLPL a intenção de voltar a atuar fora da Índia.
Os três modelos
A Classic e a Forty Two compartilham o chassi e o motor monocilíndrico injetado e refrigerado a água, com 293cm³, 27cv de potência e 2,9kgfm de torque. E, ainda, freio dianteiro a disco e traseiro a tambor, ABS, suspensão dianteira com garfos tradicionais e traseira bichoque, e peso aproximado de 170kg.
Já a Perak tem o chassi modificado e motor com capacidade cúbica aumentada para 334cm³, com 30cv e 3,1kgfm - além de freios a disco na frente e atrás e perto de 180kg. As três têm câmbio de seis marchas com secundária por corrente, pneu dianteiro aro 18 e traseiro aro 17, e tanque para 14 litros.
São modelos com visual vintage e uso urbano, que poderiam encontrar um público no Brasil. O mesmo, aliás, que tem feito a Royal Enfield crescer progressivamente no país com seus modelos de visual e proposta similares. Se queremos? Claro que sim!
Confira abaixo um vídeo oficial da Jawa com o modelo Classic edição 90 anos:
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