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Mudanças no motor permitem superesportiva da marca japonesa alcançar até 204 cv de potência máxima; modelo deve vir ao Brasil só no ano que vem
Arthur Caldeira / Agência Infomoto
Agência Infomoto
Mesmo com o tricampeonato no Mundial de Superbike (2015-16-17), a Kawasaki não se acomodou e decidiu atualizar a linha 2019 da Ninja ZX-10R. A fábrica japonesa fez algumas alterações no cabeçote e nas bielas para que o motor de quatro cilindros e 998 cm³ produzisse ainda mais potência: pode chegar a 204 cv a 13.500 rpm na versão RR, que foi feita para a pista e terá apenas 500 unidades produzidas em todo o mundo.
Mas até mesmo o modelo base da Ninja, a ZX-10R, se beneficiou do novo comando de válvulas com acionamento por balancins, que ficou 20% mais leve. Na ZX-10R a potência passou de 200 cv para 203 cv também a 13.500 rpm. A versão SE, que traz suspensões eletrônicas, tem os mesmos números de desempenho.
Na versão RR, que tem a configuração da moto que disputa o Mundial de Superbike, as mudanças vão além. A Ninja ZX-10RR ganhou bielas de titânio (400 g mais leves) que aumentaram o limite de giros em 600 rpm e faz seu motor produzir os 204 cv. Vale ressaltar que esses números são obtidos na bancada, portanto sem a atuação do sistema de indução direta de ar (RAM Air), que pode gerar mais 10 cv de potência em alta velocidade.
Mas as mudanças nos modelos 2019 não se limitam ao motor. A Kawasaki adotou o sistema quick-shift bidirecional, ou seja, que permite subir ou reduzir as marchas se o uso da embreagem nas três versões – R, SE e RR.
A suspensão da ZX-10R manteve o sistema “Balance Free” no garfo dianteiro e no monoamortecedor traseiro, além de um amortecedor eletrônico de suspensão da grife Öhlins. Enquanto a suspensão eletrônica Showa no modelo SE foi modificada para atender às atualizações do motor.
Já para a ZX-10RR, o modelo focado em pista e que tem assento único, apenas 500 unidades serão disponibilizadas em todo o mundo e ganhará uma placa exclusiva em cada unidade.
No design a Kawasaki preferiu seguir o ditado de que “em time que está ganhando não se mexe”. Afinal, enquanto a Ninja ZX-10R não tem problemas em vencer seus oponentes no Campeonato Mundial de WorldSBK, a fábrica de Akashi preferiu manter o visual e o mesmo pacote eletrônica da potente superesportiva, que é menos personalizável do que as concorrentes.
A geração 2019 da Ninja ZX-10R deverá chegar no Brasil somente no primeiro trimestre do ano que vem. Por enquanto, o preço ainda não foi definido nem mesmo para o mercado europeu.
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