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Versão mais completa da aventureira custa R$ 66.990 (Foto: Renato Durães)

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Kawasaki Versys 1000 GT tem conforto e desempenho

Versão mais completa da aventureira custa R$ 66.990


Arthur Caldeira

Infomoto

27/08/2019 10h18

Embora não tenha sofrido grandes mudanças na motorização e na parte ciclística, novos equipamentos e tecnologia mais moderna fizeram da nova Kawasaki Versys 1000 GT uma aventureira mais completa e confortável para longas viagens. Pelo asfalto.

A versão GT incorpora diversos itens de conforto, a começar pelas malas laterais e o top-case de série. Há ainda aquecedor de manoplas, luzes auxiliares, painel digital com tela colorida e faróis direcionais, que acendem conforme a moto se inclina nas curvas. Só os equipamentos já justificariam o preço mais elevado, de R$ 66.990 – enquanto a versão standard sai por R$ 55.490.

Aventureira esportiva

Longe de ser uma bigtrail, a Versys 1000 GT une o desempenho de uma sport-touring com a posição de pilotagem e o visual de uma aventureira. Afinal, o modelo é equipado com o mesmo motor de quatro cilindros em linha, e 1.043 cm³, da Ninja 1000, mas com suspensões de longo curso e uma posição de pilotagem mais ereta. As rodas de liga-leve, aro 17, entretanto, limitam incursões com a Versys 1000 GT no fora-de-estrada mais pesado. No máximo, uma estrada de terra batida.

A ciclística evidencia sua proposta mais voltada para o asfalto e vem desde a primeira geração do modelo, lançada em 2014. A Kawasaki afirma que apenas uma pequena parcela dos consumidores roda com essas motos na off-road. Se esse for o seu caso, a nova Versys 1000 GT deve estar na sua lista de opções. O motor manteve o bom desempenho – 120 cv de potência e 10,4 kgf.m de torque máximo -, mas recebeu melhorias. A adoção do acelerador eletrônico deixou seu funcionamento (ainda) mais linear e trouxe o piloto automático (Cruise Control), item útil em uma moto feita para viajar.

Outra novidade interessante é o sistema quick-shifter bidirecional, que vem de série na versão GT. Ele permite subir ou reduzir as seis marchas do câmbio sem o uso da embreagem. Menos esforço e mais conforto para rodar muitos quilômetros. Mas o grande destaque vai para a nova tecnologia embarcada.

Eletrônica de última geração

Dispositivo comum em motos superesportivas, a unidade de medição inercial (IMU) agora está presente no modelo aventureiro. A IMU monitora os parâmetros do motor e do chassi, em seis eixos. Com isso, o controle de tração e os freios ABS – outros itens de série na Versys 1000 GT – funcionam de modo mais preciso.

Nem se preocupe em ajustar toda essa parafernália eletrônica: há quatro modos de pilotagem que integram e escolhem os melhores parâmetros de acordo com a situação – chuva, estrada, esporte e usuário, no qual é possível personalizar tudo ao gosto do piloto.

Os modos de pilotagem também ajustam a suspensões, que agora são eletrônicas e semiativas. Ou seja, regulam compressão e retorno de acordo com o modo selecionado e se adaptam em milissegundos de acordo com o piso. A pré-carga da mola é regulada eletronicamente para piloto, piloto e garupa, ou piloto, garupa e bagagem. Além de garantirem a segurança, as novas tecnologias tornam as viagens mais confortáveis.

Na estrada

Assim como outras motos da Kawasaki, a Versys 1000 GT tem um conjunto motriz muito bem acertado: o motor entrega potência de forma linear, sem sustos, e o câmbio tem engates precisos. Ao piloto só é preciso se acomodar no amplo assento em dois níveis, ajustar a altura do para-brisa que, apesar de ser manual, é bem prática e curtir a estrada.

O motor tem fôlego para acelerações dignas de uma esportiva, mas também oferece bom torque em baixos giros para rodar tranquilamente. O consumo ficou na casa dos 19 km/litro – informados no belo painel digital –, resultando em uma autonomia de quase 400 km com seu tanque de 21 litros.

Com rodas de 17 polegadas e o bom conjunto de suspensões, estradas sinuosas são pura diversão com essa Kawasaki: ela parece não ter limites nas curvas. Se for à noite, é possível notar a ajuda dos faróis direcionais, que se acendem conforme a inclinação e iluminam o lado interno das curvas.

Conclusão

Mesmo sem grandes mudanças na ciclística e no motor, a Kawasaki conseguiu aprimorar a Versys 1000 GT com a ajuda da eletrônica e a instalação de diversos equipamentos que a deixaram mais apta para quem quer viajar, no asfalto. Pois as rodas e os pneus esportivos, e de largas medidas, realmente prejudicam seu desempenho na terra.

Os modos de pilotagem, a unidade inercial e a suspensão eletrônica elevaram o patamar do modelo da marca japonesa. Bem equipada com um completo conjunto de malas e outros acessórios, a Versys 1000 GT agora pode encarar de igual para igual outras fortes representantes do segmento, como a Ducati Multistrada 1260 e a BMW S 1000 XR.

As concorrentes europeias oferecem motores potentes, bom nível de equipamentos e muita eletrônica embarcada, mas por um preço mais elevado. Enquanto a Kawasaki comercializa a Versys 1000 GT por R$ 66.990, a Ducati pede R$ 87.900 pela Multistrada 1260 S e a BMW, R$ 72.900 pela também tetracilíndrica S 1000XR.

Kawasaki Versys 1000 GT

Motor quatro cilindros em linha, 1043 cm³, DOHC, com refrigeração líquida

Potência 120 cv a 9.000 rpm

Torque 10,4 kgf.m a 7.500 rpm

Câmbio seis marchas com quick-shifter

Transmissão final corrente

Alimentação injeção eletrônica

Quadro Diamond

Suspensão dianteira garfo telescópico invertido de 43 mm de diâmetro e 150 mm de curso com ajuste eletrônico

Suspensão traseira monoamortecedor a gás com 152 mm de curso e ajuste eletrônico

Freio dianteiro disco duplo de 310 mm com pinças monobloco de quatro pistões fixadas radialmente e ABS

Freio traseiro disco de 250 mm com pinça de pistão simples

Pneus 120/70-ZR17 (dianteiro)/180/55-ZR17 (traseiro)

Dimensões 2.270 mm x 950 mm x 1.530 mm (C x L x A)

Distância entre eixos 1.520 mm

Distância do solo 150 mm

Altura do Assento 820 mm Peso em ordem de marcha 257 kg

Tanque 21 litros

Cores verde

Preço R$ 66.990

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