Notícias

Novidade

Kawasaki Z 800 Fermento controlado

Equipado com motor de quatro cilindros em linha, freios ABS, painel triplo digital, o novo modelo substitui o Z 750 com mais potência, torque e visual bem agressivo


Téo Mascarenhas

Estado de Minas

09/01/2013 18h58

Agilidade e versatilidade são características do modelo naked

Apresentada em outubro de 2012, no salão de Colônia, na Alemanha, a versão 2013 da Kawasaki Z 800 também vai desembarcar no Brasil, montada em Manaus. Sucessora da Z 750, que foi descontinuada, como pomposamente se referem as montadoras aos modelos que caíram no telhado, igualmente deixa o motor de quatro cilindros em linha à mostra, dentro do conceito naked, ou pelada. Curiosamente, o modelo Z 750 foi montado pela primeira vez fora do Japão nas instalações da filial brasileira, inaugurada em 2009 e que também vai montar a nova substituta, que chega ao mercado com mais potência, mais torque, visual renovado e um painel digital dividido em três telas.

A casa de Akashi segue uma nova tendência, majorando o motor de 750, carinhosamente chamado de sete galo, para um novo patamar, com 800cm³, também adotado, por exemplo, na MV Agusta Brutale (que também vai chegar a nosso mercado), e sua irmã Rivale 800, porém, com motor de três cilindros em linha. A nova Kawasaki Z 800, que também comemora com seu lançamento 40 anos da linha de nakeds, batizadas de Z, tem no propulsor com arquitetura de quatro cilindros em linha uma história original. O motor foi derivado da irmã maior, Z 1000, que passou por um processo de encolhimento, resultando na Z 750, que agora passou pelo processo inverso, aumentada para o novo formato com 806cm³ de cilindrada.

Potência A nova configuração proporcionou um acréscimo na potência, que na Z 750 era de 106cv, para 113cv a 10.200rpm no modelo Z 800. O torque passou de 8kgfm para 8,5kgfm a 8.000rpm. O motor de quatro cilindros em linha, equipado com injeção eletrônica de combustível, 16 válvulas e refrigeração líquida, também ganhou novo escapamento, agora com saída lateral única e uma capa decorativa inferior, pintada na mesma cor da moto, ao estilo limpa-trilhos. O novo modelo mantém um apelo de esportividade, explícito nas rodas em liga leve com aros de 17 polegadas de diâmetro, típica das superesportivas, pneus de performance no asfalto, além da suspensão invertida na dianteira.

O conjunto da marca Kayaba é composto por canelas de 41 milímetros de diâmetro e 120 milímetros de curso. A suspensão traseira, também da marca Kayaba, é do tipo mono, com 137 milímetros de curso e sete posições de regulagem, ancorado em balança de alumínio. Por outro lado, a nova Z 800 conta com itens de segurança, que também são aplicados ao uso urbano, como o sistema de freios ABS opcional. Na dianteira, são dois discos ventilados, com formato “margarida”, com 310 milímetros de diâmetro, mordido por pinças Nissin de quatro pistãos. Na traseira, apenas um disco, igualmente no formato “margarida”, ou bordas recortadas, que lembram as pétalas da flor, com 250 milímetros de diâmetro.

Visual Junto com o novo motor, a Z 800 recebeu um visual mais agressivo em relação à antecessora Z 750. O escape de saída lateral permite grandes inclinações e é mais curto, centralizando as massas, contribuindo para maior estabilidade. Na dianteira, um conjunto óptico com dois faróis, abrigados em uma minicarenagem que também comporta o novo painel integralmente digital, composto por três telas de LCD, com o conta-giros no centro. Um arranjo agressivo, que inclui um alerta para condução em modo econômico, mas que pode complicar a leitura e interpretação do piloto. Outra tendência seguida pela Kawasaki foi deixar a traseira mais afilada e limpa, com um mínimo de volume para transmitir esportividade, composto pela lanterna equipada com LEDs e suporte de placa dependurado.

A mesma esportividade que faltou na revisão do quadro, que é o mesmo do modelo Z 750 com reforços estruturais, que, em nome dos custos, permaneceu em tubos de aço, em vez de alumínio mais leve e rígido. Com isso, o peso em ordem de marcha, ou abastecida, também foi prejudicado. Acusa na balança 229kg para a versão sem ABS e 231kg com o sistema. O tanque, que conta com aletas laterais e recorte para encaixe dos joelhos do piloto, comporta 17 litros. O assento, em dois níveis, fica a 834 milímetros do chão para o piloto, mas sacrifica a garupa em posição mais alta. O câmbio tem seis velocidades. O preço e a data de comercialização ainda não foram definidos.

Os freios são do tipo margarida com sistema ABS opcional

Notcias relacionadas

Triumph acelera no Brasil e prepara ofensiva com 13 novos modelos até o meio do ano

Calor, fadiga e foco: a ciência por trás dos coletes de resfriamento para motociclistas

Harley-Davidson lança HARLEY-DAVIDSON NIGHTS e mobiliza o mundo em celebração global do motociclismo

Mudou tudo na CNH: motociclistas podem perder a carteira antes dos 40 pontos

Barretos Motorcycles 2026 inicia venda de ingressos e confirma programação da 22ª edição

Kawasaki antecipa chegada da Z1100 e Z1100 SE ao Brasil e eleva o padrão das nakeds premium em 2026

Triumph Tiger 2026: Alpine e Desert redefinem o que é uma verdadeira big trail de aventura

Chile volta a emitir o seguro obrigatório SOAPEX e destrava a entrada de veículos estrangeiros

Chile suspende temporariamente emissão do SOAP e SOAPEX após entrada em vigor da Lei 21.797

Entrada de veículos brasileiros no Uruguai em 2025/2026: o que está sendo fiscalizado e como se preparar

Mototour - Seu portal em duas rodas, Motos, Encontros de Motociclistas, Moto Clube e muito mais...

Todos os Direitos Reservados