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Linda, diferente e polêmica, eis a Ducati Monster 2021

Os ducatistas ortodoxos não gostaram do chassi sem as famosas treliças, mas é inquestionável que a moto ficou mais bonita e competitiva


Roberto Dutra

Mototour

03/12/2020 18h00

Enquanto uns choram, outros vendem lenços. Neste 2020 pandêmico e recluso, muitas fabricantes de motocicletas pararam seus projetos e suas produções, atrasaram lançamentos e demoraram para se recompor. A Ducati, porém, abriu o acelerador. Lançou este ano as Multistrada 950S e V4, a esportiva Supersport 950 e as Scrambler e Diavel aprimoradas. E quando parecia que ia botar o pé no freio, eis que surge a Monster 2021.

E quantas mudanças, senhoras e senhores! Para dar uma idéia, adiantamos que sumiram as famosas treliças nas laterais do quatro tubular e que o motor é inteiramente novo - isso entre várias outras novidades bem radicais.

Os ducatistas mais conservadores torceram o nariz, mas a mudança fez bem à Monster. O famoso quadro treliçado era uma característica marcante da moto e até foi copiado mundo afora, mas já dava sinais de cansaço. Aí foi substituído por um novo chassi de alumínio, que junto com a balança do mesmo material reduziu substancialmente o peso da moto.

Contra fatos não há argumentos: pouca coisa mais potente e torcuda, porém bem mais leve, essa Monster torna-se bem mais competitiva no mundo das naked médias. A nova Monster 950 tem 166 quilos a seco. Antes, na versão Monster 821, eram 179 quilos. E na versão Monster 797, eram 175 quilos. É muita diferença! Alias, vale dizer que estas duas versões, 797 e 821, saíram de linha na Itália. Como a 797 é vendida no Brasil, é questão de tempo até sumir das lojas.

O motor passa a ser o mesmo de outras Ducati - o Testastretta de dois cilindros em L da Supersport 950, da Hypermotard 950 e da Multistrada 950. Com 937cm³, rende 111 cv de potência a 9.000 rpm e 9,4 kgfm de torque a 6.500 giros. A Monster 821 tinha apenas 2 cv e 0,2 kgfm a menos, mas lembremos-nos da dieta..

O câmbio tem seis marchas e vem de série com quickshifter bidirecional, que permite trocar as marchas sem uso de embreagem e sem aliviar o acelerador. Os freios têm dois discos de 32cm na frente e um de 24,5cm atrás e as suspensões são compostas por garfos invertidos na dianteira e a traseira e monochoque traseiro – com regulagem de pré-carga. Ou seja, nada de revolucionário.

A eletrônica a bordo também não impressiona, mas está à altura do segmento. A moto tem controles de tração, de largada e antiempinamento, ABS atuante em curvas e três modos de pilotagem (sport, touring e urban). As seleções são feitas por um botão no punho esquerdo e visualizadas no novo painel, uma bonita telinha de TFT com 4,3 polegadas.

Falando em beleza, é inegável que a Monster ficou bonita e moderninha. Ganhou farol ovalado com halo de LED para a função de luz de rodagem diurna (DLR), protetor de painel com linhas aerodinâmicas, traseira arrebitadona, piscas dianteiros discretíssimos, iluminação full-LED, escape duplo com ponteiras curtas e pára-lamas curtinhos. Ficou mais parecida com as rivais europeias e japonesas? Talvez. Mas chama muito a atenção, é charmosa, agressiva na medida certa e, certamente, mais competitiva - as Monster anteriores sempre foram muito "diferentonas".

A Monster 2021 surge em duas versões, mas a diferença entre elas está apenas na pequena carenagem à frente do farol e na cobertura no banco do garupa. Na Europa, os preços começam em 11.290 Euros, ou cerca de R$ 71.400, e chegam a 11.600 Euros, uns R$ 73.300.

Abaixo, curta fotos de detalhes da moto e um vídeo-teaser com manobras que você não deve fazer em casa:

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