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Harley-Davidson Livewire, primeira moto elétrica da marca, vai custar 30 mil dólares Divulgação (Foto: Divulgação)

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Moto elétrica da Harley-Davidson vai custar 30 mil dólares

Primeiro modelo movido a eletricidade faz parte de plano para aumentar as vendas globais da marca


Arthur Caldeira / Agência Infomoto

Agência Infomoto

09/01/2019 18h21

Apresentada há cerca de cinco anos como um protótipo, a primeira moto elétrica da Harley-Davidson começa a ser vendida em agosto por US$ 29.799 (cerca de R$ 110.00). A chegada da Livewire ao mercado em 2019 faz parte dos planos de investir em modelos elétricos para atrair novos motociclistas para a marca norte-americana.

"Estamos em um momento histórico da evolução dos transportes e a Harley-Davidson está na vanguarda", afirmou o CEO, Matt Levatich. Além da Livewire, a Harley aproveitou a CES 2019, feira de tecnologia realizada em Las Vegas (EUA), para mostrar outros dois conceitos elétricos: uma espécie de scooter e uma bicicleta off-road.

A fábrica centenária, famosa por seus motores V2 de grande capacidade, prometeu ter um line-up de motos elétricas. “... este próximo capítulo da nossa história é sobre a criação de produtos e oportunidades para pilotos e futuros pilotos de todas as idades e estilos de vida”, concluiu o Levattich.

Os conceitos também estavam previstos nos planos que a marca divulgou à imprensa e aos investidores em agosto do ano passado com o objetivo de aumentar as vendas e crescer globalmente na próxima década. Em 2017, as entregas de motocicletas Harley-Davidson nos Estados Unidos e em todo o mundo caíram 6,7%.

0 – 100 km/h em 3,5 segundos

A LiveWire está equipada com um motor elétrico de magneto permanente que não tem marchas e pode ir de 0 a 100 km/h em 3,5 segundos. Em um circuito cidade e estrada, a bateria tem autonomia para 177 km, afirmou a Harley. A marca, porém, não revelou a potência do motor, a exemplo do que faz com suas motos a gasolina, e nem a capacidade em kWh da bateria.

Além da bateria principal composta de células de íons de lítio, a moto é equipada com uma pequena bateria de 12 volts que alimenta as luzes, controles, buzina e tela de instrumentos. A recarga pode ser feita usando uma tomada doméstica padrão com um cabo de alimentação que fica abaixo do assento da motocicleta ou utilizando carregadores que atendem aos padrões internacionais. O freio traseiro regenerativo também ajuda a recarga quando acionado.

O motor elétrico proporciona torque máximo ao girar o acelerador e é parte integrante da estrutura do quadro, fabricado em alumínio. Estreito e leve, conta com suspensões Showa SFF-BP, totalmente ajustável, na dianteira; e um monoamortecedor BFRC da mesma marca, na balança traseira.

Freios da marca Brembo com sistema ABS são de série. Controle de tração e modos de pilotagem completam o pacote de segurança da Livewire. Os pneus são Michelin Scorcher com 180 mm de largura na traseira e 120 mm na dianteira.

A Harley deu grande destaque para o sistema LTE da Livewire que conecta a Livewire diretamente com o celular, embora não seja inédito em motos. Por meio de um módulo sob o assento o piloto pode ter acesso a diversas informações em seu smartphone. Desde verificações remotas de status, status de carga da bateria e tempo até a conclusão da recarga, planejamento de viagem, notificação de roubo ou vandalismo, rastreamento por GPS, lembretes de serviço, diagnósticos e muito mais.

O painel é uma tela de TFT colorida de 4,3 polegadas que funciona como uma central multimídia, com sistema de navegação e a possibilidade de se ouvir música com intercomunicadores no capacete. Tudo com objetivo de atrair jovens pilotos “conectados”.

A primeira Harley elétrica já pode ser reservada online por meio de um site e as entregas começam em agosto nos Estados Unidos e na Europa ocidental. Mas o preço elevado de quase 30 mil dólares pode ser um entrave para o sucesso da Livewire. O valor é o mesmo dos modelos mais luxuosos da marca e acessíveis a poucos, mesmo no país de origem da Harley.

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