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Novidade

Nova categoria CRF 230 é porta de entrada para o Sertões

Disputada com a moto Honda CRF 230F, categoria quer atrair iniciantes e amantes do fora-de-estrada para a prova; confira as principais dicas para participar


Guilherme Silveira / Agência INFOMOTO

Agência Infomoto

24/08/2016 18h12

Maior prova da modalidade na América do Sul, o Rally dos Sertões 2016, que larga em 3 de setembro de Goiânia (GO) e termina em Palmas (TO) no dia 10 do próximo mês, tem diversas novidades. Além do percurso maior do que no passado – serão 3.143 km em sete dias –, essa 24ª edição da prova inaugura oficialmente a categoria Honda CRF 230.

Indicada para iniciantes ou para quem há muito não se aventurava no motociclismo off-road, a categoria, disputada somente pelas motos CRF 230F, tem diferenças atraentes para pilotos que queiram conhecer lindas regiões, se divertir e até mesmo obter uma boa colocação entre as demais categorias de motos.

No ano passado, debutaram duas CRF 230F na prova, e a pilotada por Júlio Zavatti, vulgo “Bissinho”, chegou em 9º lugar na geral, à frente de 45 motos que tinham propulsores acima de 450 cm³.

Segundo Zavatti, uma das vantagens do modelo compacto é a sua agilidade em trechos mais “travados”, baixo consumo (entre 16 e 19 km/litro), e a robustez do conjunto mecânico; simples e que é mantido praticamente original.

Leve e com pouca preparação

Feita para o Enduro, a CRF 230F é produzida no Brasil e oferece, de fábrica, 19,3 cv a 8.000 rpm – com peso “seco” de 107,4 kg. Ao valor médio de R$ 13.200, pode-se comprar uma 230 novinha e, para competir no rali, será necessário alterar alguns itens, a um custo próximo de R$ 4.000.

As mudanças essenciais são tanque maior (de 7 para 15 litros), painel com planilha de navegação (mini road book/GPS) e escapamento esportivo. Também entra um pinhão menor, que alonga a relação da moto e permite desenvolver velocidade máxima em torno de 130 km/h. Protetores de mãos e para o cárter também entram nessa preparação básica.

Mas também é possível alterar outras peças e melhorar o desempenho da moto. A CRF 230F com a qual Bissinho chegou entre os 10 primeiros em 2015, por exemplo, teve as válvulas internas dos amortecedores trocadas por outras de competição, recebeu um novo comando de válvulas e um acerto na carburação original. Porém, fica a ressalva: o aumento de cilindrada não é permitido.

Com esta receita, a moto ganha mais torque para enfrentar com valentia os trechos mais severos, atingindo potência máxima de 25 cv – cerca de 6 cavalos a mais do que o modelo original.

Mas também é preciso levar em conta o investimento em equipamentos para o piloto, como capacete, luvas, óculos, calça, camisa de manga comprida e uma mochila para hidratação durante a competição. Além disso, há itens não exigidos no regulamento, mas igualmente importantes; como colete de proteção (tórax e cervical), joelheiras e cotoveleiras.

Piloto em forma

Para conseguir encarar trechos com etapas especiais em torno de 700 km - nos quais se pode passar até dez horas por dia ao guidão - é necessário ter ao menos uma experiência razoável na pilotagem fora-de-estrada e na navegação. E, claro, um bom condicionamento físico com pernas e costas bem fortalecidos. “Mais de 90% da prova é feito de pé, portanto aconselho um treino de musculação bem focado nas pernas e braços, além de abdômen e lombar”, conta o Bissinho.

Ainda nas palavras do piloto, “também é interessante praticar ciclismo intenso e, em função das poucas horas dormidas durante a prova, é bom praticar o treino do sono”. Bastante simples (mas não tão fácil), consiste em ir dormir tarde e acordar cedo.

Em relação à pilotagem, o ideal é realizar treinos de Enduro ao menos semanais, com pelos 200 km de rodagem. “Costumo praticar na Serra da Canastra (MG), região próxima, onde posso pilotar por mais de 300 km na terra”, exemplifica Zavatti.

Tirando toda a preparação da dupla, a reunião de uma equipe confiável, de patrocínio e dos gastos para correr (veja planilha no arquivo), a nova categoria tem de tudo para cair nas graças dos iniciantes. Ou mesmo de pilotos veteranos que não tem condição financeira para competir com motos (e equipes) grandes.

Nas palavras de Bissinho, que já correu três vezes com uma 450, “por ser mais leve e menos veloz, o controle da 230F demanda menos esforço do piloto. E até por ser mais leve e mansa, é uma moto mais segura em relação a possíveis acidentes graves. Diversão pura; tanto que este ano vou repetir a dose”, finaliza.

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