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Nova Ducati Panigale V4R é superesportiva de produção mais potente do mundo Divulgação (Foto: Divulgação / Ducati)

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Nova Ducati Panigale V4R é esportiva mais potente já fabricada

Feita para disputar o Campeonato Mundial de Superbike, modelo pode chegar a 234 hp – 3 hp a mais do que a Kawasaki Ninja H2


Arthur Caldeira / Agência Infomoto

Agência Infomoto

29/11/2018 18h04

Apresentada no Salão de Milão deste ano, a nova Ducati Panigale V4R é a superesportiva mais potente já fabricada. Construído para disputar o Campeonato Mundial de Superbike, o modelo produz 221 hp de potência máxima a 15.250 rpm – cavalaria maior do que a V4S, que tem 214 cv, e a 2.250 giros acima.

Disputado por motos produzidas em série, o Mundial de Superbike tem diversas regras para homologar uma superesportiva para a categoria. Dentre elas, a capacidade máxima de 1.000 cc para motos de quatro cilindros. Justamente por isso, a Panigale V4R teve a capacidade de seu motor de quatro cilindros em “V” reduzida para 998 cm³ em relação aos 1.103 cm³ da Panigale V4S.

Outra exigência é que as motos têm de ter ao menos 500 unidades vendidas ao público e a um preço inferior a 40.000 Euros. Com isso, meros mortais (endinheirados, é claro) poderão ter uma Panigale V4R na garagem pela módica quantia de 39.900 Euros, cerca de R$ 175.000!

Especificações racing

Mas se os 221 hp da nova superbike da Ducati não forem suficientes ainda é possível “ganhar” mais alguns cavalinhos com o kit de escapamento racing da Akrapovic que aumenta a potência para 234 hp!!! Números que fazem dela a moto de rua não-elétrica mais potente do planeta, já que tem três hp a mais do que Kawasaki H2, que precisa de um supercharger para chegar ao seu pico de 231 hp.

Vale ressaltar que a Panigale V4R foi projetada para ser uma moto de corrida. Ao contrário de sua irmã “S”, tem menos torque e embreagem a seco como as motos da MotoGP. Da principal categoria da motovelocidade também veio a inspiração para as asas de fibra de carbono na carenagem que aumentam a estabilidade.

O pacote aerodinâmico, projetado pela Ducati Corse, a divisão de corridas da fábrica italiana, inclui ainda um parabrisa mais alto, um novo “nariz” e carenagens laterais diferenciadas para reduzir o arrasto. Na lateral, também há aberturas de ar moldadas para reduzir as temperaturas durante o uso intenso em corridas.

O sistema de suspensão foi otimizado para uso em pista, deixando de lado os ajustes eletrônicos das outras versões da Panigale. Tanto o amortecedor de direção quanto a suspensão Öhlins utilizam componentes topo de linha com ajuste mecânico. O amortecedor traseiro TTX36 completa o pacote.

Eletrônica mais refinada

A Panigale V4 R também é equipada com um pacote eletrônico de última geração controlado por meio de uma plataforma inercial Bosch de 6 eixos (6D IMU - Inertial Measurement Unit). Mas os parâmetros foram revistos para se adaptar às necessidades dos pilotos profissionais. Pois, na prática, o que parece uma derrapagem para um motociclista comum pode apenas ser um estilo de pilotagem mais radical para um profissional.

ABS Bosch para curvas, controle de tração, controle de derrapagem, de empinada, de largada, limite de velocidade nos boxes... a lista de tecnologia embarcada é enorme. Todos parâmetros para cada um desses controles estão associados por aos três modos de pilotagem da Panigale V4 R, Street, Sport e Racing.

Toda a informação da moto aparece no painel com tela TFT colorida de 5 polegadas, como nas outras versões. Mas mostra informações dos tempos totais e parciais de uma volta na pista, colhidos por GPS. E essas informações podem ser baixadas para um computador por meio de uma central de análise, que mais se assemelha a uma telemetria profissional.

O surpreendente é que dá até para equipar a Panigale V4R com o Ducati Multimedia System (DMS). Sistema que permite ao piloto receber chamadas, selecionar e ouvir músicas ou receba mensagens de texto por meio de conexão Bluetooth. Como se alguém fosse capaz de responder uma mensagem com o motor girando 15.000 rpm e a mais de 300 km/h...

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