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Primeiras impressões: Triumph Speed Triple

Montada em Manaus, a moto britânica chega ao Brasil por R$ 42.900. Com motor de 133 cv, a naked (sem carenagens) agrada pela esportividade.


Rafael Miotto

G1

08/11/2012 15h49

Retornando ao Brasil após dois anos de ausência, a Triumph acaba de apresentar seus seis modelos que fazem parte desta nova fase no país, com direito a subsidiária própria e fábrica em Manaus. Entre os principais lançamentos, está a Speed Triple, que chega ao Brasil com freios ABS de série e que o G1 pode avaliar em circuito fechado, em Indaiatuba (SP). Montado em Manaus, o modelo tem suas peças de originárias das fábricas tailandesas da marca e custa R$ 42.900.

Classificada como uma naked (sem carenagens) esportiva, a Speed Triple conta com uma das principais características da Triumph: motor de três cilindros. Tradicionalmente, as motos possuem motores de um, dois ou quatro cilindros, e, em menor demanda, seis ou três. No caso da empresa, principal fabricante britânica da atualidade, com cerca de 50 mil unidades produzidas por ano, os tricilíndricos são maioria em sua gama e pode ser diferencial para tentar bater os concorrentes. Geralmente, comparado aos de quatro cilindros, apresentam mais força em baixos e médios giros.

Modelo tem motor de três cilindros (Foto: Gustavo Epifanio/G1)

Os principais rivais da moto no Brasil são de origem japonesa. Com média de 170 unidades vendidas por mês, a Honda CB 1000R é a líder do segmento de nakeds de 1.000 cilindradas ou mais. Com características similares à CB, a Kawasaki Z1000 aparece na sequência, com cerca de 50 unidades/mês. Já a MV Agusta Brutale 1090 R tem vendas menos expressivas e nem consta nos números divulgados pela Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores e Similares (Fenabrave).

Além disso, a Brutale possui características diferentes de CB e Z1000 - com conjuntos mais acessíveis e confortáveis ao motociclista - e tem foco na esportividade, a aproximando em comportamento da Speed Triple.

Na pista

O lançamento da Speed Triple ocorreu no autódromo da Fazenda Capuava, uma pista com subidas e descidas, semelhantes a uma “estradinha” sinuosa. Ali, a naked se mostrou em casa Seu propulsor de três cilindros tem 1.050 cm³, injeção eletrônica e refrigeração líquida. De acordo com a fabricante, ele desenvolve 133 cv de potência máxima e 11,31 kgfm de torque.

Speed Triple é uma naked com aptidões esportivas (Foto: Gustavo Epifanio/G1)

Na prática, seu comportamento em baixos e médios giros é mais agradável do que o de um propulsor quatro cilindros. Com o torque aparecendo mais cedo (veja ficha técnica), a motocicleta mostra força já em médios giros. Quando ultrapassa os 7.000 rpm garante contundência e não são necessárias tantas trocas de marchas. Combinado com o câmbio de seis marchas, o conjunto permite tirar bom proveito do torque.

No circuito foi possível beirar os 200 km/h sem problemas com a Speed Triple, sempre mantendo estabilidade. A falta de carenagens ou bolha na dianteira faz o motociclista sentir diretamente a força do vento, tradicional sintoma do segmento.

No momento de parar a moto, os freios com duplo disco, na dianteira (320 mm), disco simples (225 mm), na traseira, apresentaram comportamento adequado. Mesmo bem potentes, eles têm comportamento de boa dosagem. Auxiliado pelo sistema ABS, o motociclista pode frear sem medo de travar as rodas. Seu funcionamento é bem esportivo e os pneus chegam a derrapar um pouco antes de o dispositivo ser acionado.

Painel da Speed Triple (Foto: Gustavo Epifanio/G1)

Caso queira uma pilotagem ainda mais “racing”, o usuário pode desligar o ABS, porém, necessita estar com a moto parada. Além disso, essa ação deve ser feita através de menu no painel, algo não muito prático.

Boa de curva

Apesar de ser uma naked, a Speed Triple tem um DNA bem esportivo e se sai muito bem em curvas. O chassi de alumínio traz rigidez e, em conjunto com os pneus, permite deitar bastante a moto, até raspar as pedaleiras. Com múltiplas regulagens na dianteira e na traseira, as suspensões transmitem bastante firmeza em uma pilotagem agressiva. Na dianteira, o garfo é invertido da marca Showa, enquanto a traseira possui monoamortecedor.

Triumph Speed Triple (Foto: Gustavo Epifanio/G1)

Em pisos mais irregulares, por sua rigidez e pequeno curso (comprimento das molas), a suspensão causa desconforto ao motociclista, o que pode ser ruim para deslocamentos urbanos. Seu peso em ordem de marcha (com fluídos e combustível ) é de 214 kg, porém, a moto demonstra muita agilidade nas trocas de direções em média e alta velocidade.

Contudo, em baixas velocidades ou mesmo no momento de manobrar a moto desligada, ela esterça muito pouco, outro ponto ruim para rodar com a Speed Triple na cidade.

Conforto é deixado de lado

Como a “pegada” da Speed Triple é um bem esportiva, o conforto foi deixado de lado no modelo. Para começar, o posicionamento do piloto em cima da moto é bem agressivo. Ela deixa o motociclista curvado para a frente, com os braços esticados e pernas bem flexionadas. O garupa também não é muito bem-vindo na Street Triple. Além de ter um assento bem pequeno, as pernas ficam flexionadas e não existe alça para segurar.

Posicionamento do piloto é radical na Speed Triple (Foto: Gustavo Epifanio/G1)

Conclusão

Segundo a Triumph, desde o lançamento do modelo, com a primeira versão de 1994, 70 mil unidades da Speed Triple já foram vendidas no mundo. Em 2011, a moto passou por sua renovação mais recente, quando ficou 3 kg mais leve, aumentou a altura em relação ao solo e recebeu novas suspensões dianteiras.

Contudo, a principal mudança ocorreu no farol dianteiro. Foram abandonados os dois faróis circulares, ainda presentes na Thunderbird e Rocket III, para a adoção de um conjunto óptico mais anguloso e moderno. A motocicleta está disponível em três opções de cores: branco, preto e vermelho e começa a ser vendida no próximo dia 10, quando a primeira concessionária da marca abre, em São Paulo.

Modelo tem visual agressivo (Foto: Gustavo Epifanio/G1)

O maior desafio da Triumph é se tornar uma empresa mais conhecida para o público brasileiro, como já é no exterior. Com um conjunto acertado e preço competitivo, a Street Triple deve incomodar as concorrentes e agradar aqueles que procuram uma naked com dose extra de esportividade, mas sem tanto conforto. No próximo ano, está prevista a chegada de sua “irmã menor” ao país, a Street Triple.

Além da Street Triple, a primeira leva de modelos da marca no Brasil traz Rocket III, Thunderbird Storm, Bonneville, Tiger 800 e Tiger Explorer. Para o próximo ano, a Triumph já anunciou a chegada da esportiva Daytona 675, que passará por renovação.

Rocket III, Thunderbird, Bonneville, Speed Triple, Tiger 800 e Tiger Explorer são as novidades da Triumph no Brasil (Foto: Gustavo Epifanio/G1)

http://g1.globo.com


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