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Proprietários relatam problema nas Royal Enfield Himalayan

Em carta aberta à marca, usuários da moto apontam detonação e pré-ignição no motor, e pedem providências


Roberto Dutra

Mototour

14/10/2020 17h21

A Royal Enfield enfrenta sua primeira reclamação coletiva no Brasil. Em carta aberta à diretoria da subsidiária brasileira (com cópia para a matriz indiana), cerca de 40 proprietários do modelo Himalayan pedem que a marca tome providências em relação a um problema que tem sido identificado no motor do modelo.

Segundo eles, tem sido identificado "um som intermitente e metálico quando o motor encontra-se quente, após algum tempo de pilotagem, geralmente em rodovias, em subidas e retas, ocorrendo frequentemente entre as 4.000rpm e as 5.500rpm". Pesquisas feitas pelos proprietários apontam para problemas de detonação e/ou pré-ignição, que também levaria a "perda de potência e superaquecimento". Os dois fenômenos são parecidos, e fazem com que o combustível queime antes do momento ideal. Mas causa muda, e aí está a diferença.

A detonação, também conhecida como "batida de pino", costuma ser provocada por combustível de má qualidade e com baixa octanagem, mas também - e principalmente - por uma mistura não ideal, pobre - ou seja, com mais ar do que combustível. Assim, quando ocorre a compressão, vem uma combustão espontânea da mistura, o que gera uma pressão acima do normal - o que causa o tal som estranho chamado de "batida de pino".

Esse processo gera vários danos ao motor: superaquecimento, resíduos na câmara de combustão e desgaste prematuro na cabeça do pistão, entre outros. Esse resíduos, por sua vez, causam a pré-ignição, pois ficam incandescentes na câmara de combustão e geram a queima de combustível antes do momento ideal. Em casos graves, a pré-ignição pode causar danos graves, como perfuração do pistão e até quebra do virabrequim.

Os proprietários das Himalayan, então, relatam pertinente preocupação com peças do motor, tais como cabeçote, pistão e cilindro. E alertam, ainda, que a culpa não pode ser meramente de combustível de má qualidade, visto que a moto foi homologada para funcionar com a gasolina brasileira e que alguns motores apresentaram os mesmos sintomas durante "testes feitos com combustíveis comprovadamente bons".

A carta com os cerca de 40 subscritos estão no link www.royalriders.com.br/cartaaberta/, no site que reúne os proprietários da marca. Assim como eles, nós aqui também aguardamos uma posição da Royal Enfield do Brasil.

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