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A nova Tiger 900: se tudo der certo, ela chega antes do fim do ano (Foto: Divulgação)

Triumph Tiger 900 começa a ser vendida na Índia. E no Brasil, quando será?

Previsão era para julho ou agosto, mas o cronograma atrasou. Enquanto isso, veja o que podemos esperar


Roberto Dutra

Mototour

29/05/2020 17h38

A previsão inicial para a chegada da linha Triumph Tiger 900 ao mercado brasileiro era entre julho e agosto deste ano. Mas, com a pandemia mundial do novo coronavírus Covid-19, todas as agendas de todas as marcas ficaram bagunçadas. À boca pequena, a previsão para o Brasil até permanece essa mesma, mas dificilmente será cumprida.

De toda forma, se não surgirem imprevistos graves, é crível que chegue até o fim deste ano. Enquanto isso, a moto começa a ser vendida na Índia - depois de ter sido lançada na Inglaterra no final do ano passado e chegar às lojas europeias gradativamente, até março último.

O caro leitor pode estranhar que o Mototour e os outros sites de notícias motociclísticas falem tanto do mercado indiano. A explicação é fácil: segundo dados do site de estatísticas Motorcycle Data, a Índia é, atualmente, o maior mercado de motos do mundo, com vendas anuais de 18,5 milhões de unidades. Depois, vêm a China, com 16,3 milhões, a Indonésia, com 6,5 milhões, o Vietnã, com 3,2 milhões, as Filipinas, com 1,8 milhões, a Tailândia e o Paquistão, com 1,6 milhões cada, e Brasil e México, com 1 milhão. Viu porque todas as marcas dão tanto importância ao mercado indiano?

O que vem por aí

Pois bem, as pré-vendas na Índia já começaram e daí surge uma boa oportunidade para vermos o que podemos esperar. A moto existe em seis diferentes versões, mas por lá serão vendidas apenas três delas. Na terra dos Beatles, as versões chamam-se standard, GT, GT Low, GT Pro, Rally e Rally Pro. Os preços lá variam de 9.500 a 13.100 libras esterlinas - coisa de R$ 62 mil a R$ 85 mil.

A nova Tiger 900 tem muitas melhorias em relação à 800. No visual, por exemplo. A frente ficou mais agressiva, com faróis menores - mas full-LED e com luzes de rodagem diurnas. O lindo painel é uma tela de TFT com 7 polegadas cheio de funções e conectividades. Acredite: embora mantenha o nome Tiger, trata-se efetivamente de uma nova geração, que traz as mais profundas mudanças feitas na moto desde seu nascimento - a primeira Triumph Tiger é de 1937! Além do motor - que mantém a configuração de antes, mas é todo novo, o chassi também é outro. E chega daquelas confusas nomenclaturas XR, XC etc!

A versão básica standard é simples. Feita para o asfalto, tem suspensões Marzocchi com aros de liga leve de 19 polegadas na frente e 17 atrás. A GT/GT Low também é mais "on" do que "off", mas as suspensões são ajustáveis. A GT Pro agrega ajustes eletrônicos na suspensão dianteira, controle de tração, cavalete central, ABS atuante em curvas, faróis auxiliares, mais um modo de pilotagem - configurável - quickshifter para cima e para baixo, conectividade com smartphone, aquecimento de bancos e monitoramento de pressão dos pneus.

As versões Rally e Rally Pro trocam as rodas de liga leve por aros raiados com 21 polegadas na frente (atrás mantém 17). E ainda ganham suspensões Showa com maior curso (24cm contra 18cm na frente e 23cm contra 17cm, atrás) e banco 4cm mais alto. De resto as diferenças entre a Rally e a Rally Pro são similares às vistas entre GT e Gt Pro, focadas na parte eletrônica.

Mesmo motor para todas

O motor, chamado de BS6, é um tricicíndrico injetado e refrigerado a água. Tem 888cm³ e os mesmos 95cv de potência, de 800cm³. Sendo maior, pode parecer um contrassenso. Mas é 2,5kg mais leve e o pico da potência agora vem antes, em 8.750rpm, contra 9.500rpm de antes. Já o torque aumentou de 8kgfm para 9kgfm, também aparecendo mais cedo: em 7.250rpm, contra 8.050rpm de antes. O segredo? O aumento na capacidade cúbica foi obtido com uma combinação do curso do pistão de antes, de 61,9mm, com um diâmetro maior, de 78mm, herdado da Street Triple 765 (na Tiger 800, são 74,05mm).

O mesmo motor equipa todas as versões, que vão diferir, mesmo, em acabamentos e nos equipamentos, principalmente eletrônicos. Para completar, o motor agora funciona na ordem 1-3-2, e não mais no 1-2-3 de antes - o que deve reduzir vibrações e ruídos. Aliás, agora a refrigeração é feita por dois radiadores em vez de um, o que permitiu reposicionar o motor um pouco mais à frente - sem interferir na suspensão e melhorando a distribuição de peso. No geral, a moto ficou cerca de 5kg mais leve que a antecessora - os pesos vão de 193kg, na standard, a 201kg, na Rally Pro, a seco.

Os freios são Brembo, com discos de 320mm na frente e 255mm atrás. O banco é ajustável em todas as versões, mas a Tiger continua mais simpática para que é "pernalonga": as alturas do banco em relação ao solo vão de 81cm a 83cm na standard e nas GTs, e de 85cm a 87cm nas Rallys. Na Europa, as GTs terão a "subversão" GT Low justamente para pessoas mais baixas, com redução na altura das suspensões (4cm na frente e 2cm atrás), e bancos com 76cm a 78cm. Por fim, como de praxe, a Triumph promete mais de 65 acessórios para a nova linha Tiger 900. Prepare seu bolso!

E não deixe de conferir o vídeo aí embaixo, com belas imagens da Tiger 900 gravas no Marrocos!

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