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O VR 150 desliza pelo asfalto com eficiência: boa opção (Foto: Barbara Leal)

Um chinês sem contra-indicações

Aceleramos o Haojue VR 150, que exibe conjunto eficiente para a mobilidade urbana


Roberto Dutra

04/02/2020 18h26

Vamos direto ao assunto: nos últimos anos, até 2018, enquanto as vendas de motos caíam, as vendas de scooters subiam. No ano passado, as vendas de motos voltaram a subir. As de scooters? Continuaram subindo. Ou seja, os scooters têm sido os veículos de duas rodas mas procurados no Brasil, nos últimos muitos anos. Foi uma "descoberta" tardia: na Europa, eles já são badalados há décadas.

Aqui, a Suzuki foi uma espécie de pioneira com o Burgman 125, mas quem fez as vendas de scooters deslancharem mesmo foi a Dafra Motos, com uma linha que ia do pequeno Zig 50 ao grandão MaxSym 400i, passando pelo best-seller Citycom 300i. A reboque vieram modelos Honda e Yamaha, que tornaram esse mercado tão grande.

A Haojue, por sua vez, começou no segmento timidamente - só com o discreto Lindy 125. Agora, dobra a aposta com o VR 150, este sim um modelo capaz de brigar com os líderes do mercado - os Honda PCX 150 e Elite 125 e os Yamaha Neo 125 e NMax 160.

Pois é. Mas de tímida a Haojue não tem nada e, quem aposta contra banca sob aqueles argumentos de que "é marca chinesa" ou de que nunca ganhará espaço já começou a perder: a Haojue foi a terceira maior vendedora de motos e scooters do país em 2019, atrás apenas de Honda e Yamaha...

O VR 150 não tem grandes sofisticações e aposta na relação custo/potência para se dar bem. Custa R$ 9.740, sem frete. Pouca coisa acima do Honda Elite 125, de R$ 8.585, e do Yamaha Neo 125, de R$ 8.490. Em teoria não briga com PCX (de R$ 12 mil) e NMax (R$ 12.800) justamente por não ter badulaques como faróis de LED (somente a lanterna) e que tais.

Pouco mais caro que os rivais diretos, tenta compensar a diferença no motor 25cm³ maior e mais potente: são 11cv, contra cerca de 9cv nos rivais. Além disso, vem de série com baú traseiro, alarme de fábrica e pedaleiras retráteis para a garupa.

O estilo é, todo, mais conservador do que radical. Simpático, tem faróis no escudo dianteiro e piscas na parte de cima, naquela carenagenzinha do guidom. Há rodas de liga leve com desenho comum e espaço sob o banco que acomoda um capacete aberto (o baú é pequeno, mas leva um fechado) e ótimos apoios para os pés do garupa.

O painel tem velocímetro analógico com grafismo discreto e um pequeno display logo abaixo, com marcador de combustível e hodômetros - o conjunto é meio anos 90. Por fim, os espelhos têm desenho diferente, mas logo vimos que são eficientes.

Hora de passear

Aceleramos em umas idas e vindas com e sem garupa e o VR surpreendeu. O scooter arranca com boa vontade e, mesmo com aquela "patinação" inerente aos scooters, chega aos 80km/h sem fazer muita força. Daí pra frente pede mais paciência ao piloto, mas isso não é problema visto sua proposta totalmente urbana. Da mesma forma as retomadas, ao perder velocidade, são lentas, o que também não chega a incomodar demais.

Boas mesmo são a agilidade e a maneabilidade do VR. O pequeno scooter se esgueira por entre os carros com enorme facilidade e sua capacidade de manobra em espaços curtos sem perda de equilíbrio remete à de uma moto trail, com uma frente bem "em pé". Essa virtude sobressai tanto que é preciso cuidado para não bater o baú, lá atrás, durante as reboladas em meio ao trânsito parado.

Embora não tenha ABS, o VR freou com firmeza - tem disco na frente e tambor atrás. Nas curvas, também segurou bem a onda, mas os pneuzinhos calçando aros de 12 polegadas na frente e de 10 polegadas atrás naturalmente sofreram ao passar por buracos. No geral, comandos macios e pilotagem sem sustos garantem uma mobilidade urbana eficiente e sem sobressaltos.

Segundo a Haojue, o VR 150 pode fazer 37km/l - com tanque para 6,4 litros, teria uma autonomia de razoáveis 236km, aproximadamente. Também nesse quesito o VR 150 pode até não levar um "10", mas garante nota para passar de ano e enfrentar os rivais com dignidade.

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