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Um scooter com pegada aventureira

Honda lança o ADV, que tem motor de 150cm³ e inspiração no "scooterzão" de uso misto X-ADV 750. Mas o novo modelo é mesmo para uso urbano


Roberto Dutra

Mototour

27/11/2020 15h09

Os scooters estão com tudo no mercado brasileiro. Quando as vendas de motos em geral subiram, as de scooters acompanharam a tendência. Quando as vendas emperraram, os scooters continuaram em ascensão. Por isso mesmo os fabricantes têm investido com força no segmento, e agora a Honda reforça seu lineup com mais um modelo - o ADV, que tem motor de 150cm³ e um visual "aventureiro", inspirado no do X-ADV 750, aquele "scooterzão" de uso misto cheio de peculiaridades e tecnologia, e caríssimo (R$ 70 mil).

O ADV chega para ser o topo da linha de scooters pequenos da Honda, que começa com o Elite 125 (R$ 9.190), passa pelo SH 150i, de R$ 13.340, e pelo PCX 150, de R$ 14 mil. O ADV chega por R$ 17.490 e, acima dele, vêm o SH 300i, de R$ 19.990, e o próprio X-ADV 750.

O grandão é importado, mas todos os outros são montados em Manaus. E o ADV segue o mesmo caminho, algo facilitado pelo fato de usar a mesma base do PCX e a mesma motorização tanto do PCX quanto do SH menor - um monocilíndrico refrigerado a água com 13,2cv de potência a 8.500rpm e 1,3kgfm de torque a 5.000rpm. No SH 150i, por questões de mapeamento e calibragens, são 14,7cv de potência a 7.750rpm e 1,4kgfm de torque a 6.250rpm.

Segundo a Honda, no ADV os dutos de admissão e exaustão são diferentes e, por isso, o torque em giros baixos e médios é melhor. Mas é uma diferença discreta. Além disso, o câmbio CVT tem um sistema chamado "enhanced smart power", que reduz os giros do motor quando em velocidade constante e em trechos planos, reduzindo o consumo de combustível e os ruídos. Consumo, aliás, não é problema neste ADV: testes feitos pelo Instituto Mauá registraram média superior a 50km/l.

Outra diferença do ADV para seus "irmãos" está no escape, um pouco mais alto. É uma das características que tentam dar ao ADV a tal pegada aventureira. Além dela, o modelo tem pneus de uso misto, nas medidas 110/80 R14 na frente e 130/70 R13 atrás, vão livre de 16cm e suspensões de curso mais longo que os da maioria dos scooters. São 13cm na frente e 12cm atrás, contra uma média de 10cm na maioria dos scooters. Vale ressaltar que o bichoque traseiro pé fornecido pela "grife" Showa, e tem amortecedores pressurizados a gás com reservatórios separados.

Ainda na "pegada aventureira", o ADV tem guidom alto e largo, painel de TFT em posição elevada como na grandona CRF 1.000 Africa Twin e ABS atuante apenas na roda dianteira, algo tradicional em modelos de uso misto - facilita o controle em pisos de terra, por exemplo.

O visual também segue esse conceito - e é de muito bom gosto. O scooter tem carenagem com visual bruto, um conjunto ótico invocado e para-brisa recortado à moda das motos trail e com dois ajustes de altura. O banco promete conforto e, ali embaixo, vão 27 litros - um capacete fechado e algo mais. O ADV ainda tem chave presencial (smartkey) e uma tomadinha USB dentro do porta-luvas, que fica na parte interna do escudo frontal. AS vendas começam em meados de dezembro.

Veja, abaixo, fotos de detalhes do novo Honda ADV:

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